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O PROBLEMA DO DOM DE LÍNGUAS (parte 3) - por Heitor Alves


Depois de analisarmos a primeira ocorrência do batismo do Espírito em Atos, vamos analisar a segunda ocorrência do batismo do Espírito Santo em Atos 8.14-17. É o relato de Felipe pregando na cidade de Samaria.

Ouvindo os apóstolos, que estavam em Jerusalém, que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhe Pedro e João; os quais, descendo para lá, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo; porquanto não havia ainda descido sobre nenhum deles, mas somente haviam sido batizados em o nome do Senhor Jesus. Então, lhes impunham as mãos, e recebiam estes o Espírito Santo. (Atos 8.14-17).
Provavelmente houve a manifestação das línguas, visto que houve uma evidência visível. Mas essa conclusão não deve ser final, visto que há outras manifestações visível do batismo do Espírito Santo: profecia e dons de cura.

Não tenho muita coisa a dizer sobre este texto, a não ser para frisar um detalhe bem claro: foi preciso que dois apóstolos fossem à Samaria para impor as mãos sobre os samaritanos para, desta maneira, receber o batismo do Espírito. Neste caso, por que não esperar pela presença de um “apóstolo” para que, impondo-lhes as mãos, os crentes falem em línguas? Estarei sendo exagerado em dizer que é necessário a presença de uma apóstolo? Mas o texto não diz isso? Há outras ocorrências em Atos da presença de apóstolos na ocasião do falar em línguas, mas vou trata-las de acordo com a necessidade.

Parece-me que há uma evidência do argumento pentecostal neste texto. Os samaritanos receberam o Espírito após a sua conversão. Mas, como alguns sensatos pentecostais, não existe nenhum padrão, nenhum método, nenhuma condição na qual a pessoa precise se colocar para receber o dom de línguas. E de fato, os registros da descida do Espírito Santo em Atos não obedecem a um padrão, mas todos eles apresentam elementos únicos e variados, o que torna difícil estabelecermos um padrão para o recebimento do Espírito.

Então, posso descansar e relaxar pois, o que aconteceu em Samaria foi um caso isolado e excepcional. Aliás, não estou fugindo desta questão, é que a Bíblia não mostra nenhuma outra ocorrência, além de Samaria, de que crentes só receberam o Espírito após a conversão (diga-se de passagem que Atos é um livro histórico, não podemos criar uma doutrina em cima de um fato histórico relatado em um único texto!).

É bom destacar também a importância desta descida do Espírito entre o samaritanos. Os judeus cristãos tinham preconceito para com os samaritanos. Os judeus cristãos eram hostis aos samaritanos. Eles não suportavam conviver, falar ou até mesmo passar por perto dos samaritanos. Diante do relato bíblico, vemos este preconceito e esta hostilidade sendo derrubada, pois deixava claro para os judeus cristãos que Deus também aceitou samaritanos para que façam parte, juntamente com os judeus, da salvação. Judeus e samaritanos agora podem conviver uns com os outros pois todos eles participavam da mesma graça.

Este fato é cheio de características únicas e peculiares dentro de um contexto particular onde viviam os judeus preconceituosos e os samaritanos desprezados. Diante disso, não podemos racionalizar que esta ocasião deva ser repetido várias vezes por todas as gerações, visto que serviu para um propósito único e exclusivo.


Fonte: Eleitos de Deus


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