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OS ATRIBUTOS INTELECTUAIS DE DEUS - HELBERT SOUZA - AULA 21

teologia

OS ATRIBUTOS INTELECTUAIS DE DEUS

Temos visto que os atributos comunicáveis apresentam-nos Deus como ser relacional.

 Indicam a Sua natureza pessoal, inteligente, livre, moral e consciente. São transmitidos,
salvo as proporções, ao ser humano. É uma revelação mais clara de Deus, embora o
 pecado original impeça o homem natural de vê-la sem distorções. Vimos ainda que
 os atributos comunicáveis de Deus se subdividem em:
Atributos Intelectuais, Atributos Morais e Atributos da Soberania. Os atributos
intelectuais ou  atributos mentais de Deus são: conhecimento, sabedoria, veracidade
e fidelidade.

O CONHECIMENTO DE DEUS

Definição de Conhecimento:

Conhecimento é a apreensão da verdade. É a relação entre um sujeito inteligente e
um objeto  verdadeiro, onde o sujeito apreende e o objeto é apreendido.

 Nosso conhecimento pode ser basicamente intuitivo ou discursivo.

Conhecimento Intuitivo:


Trata-se da percepção da verdade através de nossos sentidos.
É um conhecimento imediato, direto e inexprimível, seguido de um julgamento estético
(se é belo ou feio)  e moral (se é certo ou errado).

Conhecimento Discursivo:

A percepção da verdade  através de inferência, observação, comparação, informação.
Ao contrário da intuição, este modo de conhecimento carece de palavras, linguagem,
conceitos. Exige raciocínio, atividade intelectual. É o mais comum.

O Conhecimento de Deus:

Embora o atributo o “conhecimento” seja comunicado por Deus ao homem, certamente,
nós não conhecemos da mesma forma que Deus é capaz de conhecer.

Wayne Grudem define o Conhecimento de Deus da seguinte maneira:

“Deus conhece plenamente a si mesmo e a todas as coisas reais e possíveis em um ato
simples  e eterno”.

Observe como, no conceito acima, estão algumas das características distintivas do
conhecimento  divino.

- Conhece plenamente a Si mesmo:

O ser humano é finito. Qual homem conhece a si mesmo de forma completa?
Imaginemos Deus, que é infinito e Se conhece em Sua totalidade. Não é “apesar de ser
infinito”, mas é exatamente por ser infinito que tem condições de fazê-lo. Só um ser infinito
pode conhecer infinitamente a si ou a qualquer outra coisa.

- Conhece todas as coisas em um ato simples e eterno:

Conforme vimos acima, nosso processo de conhecimento é complexo. Depende de uma
sucessão  de pensamentos, onde um pensamento leva ao outro. Também não é eterno.
Mas Deus, sim, tem todo o conhecimento em sua mente, desde sempre. Não necessita
estudar, aprender ou sondar para conhecer algo. Por este motivo  não pode obter mais
conhecimento, pois Ele já conhece todas as proposições, em todos os tempos (passado,
presente e futuro) com exaustiva profundidade e clareza.

Jó 37.16 – Eliu diz que Deus é “perfeito no conhecimento”.
1 Jo 3.20 – o Apóstolo João diz que Deus “sabe todas as coisas”
Hb 4.13 – o escritor ao Hebreus diz que diante dos olhos de Deus “todas as coisas estão
descobertas e patentes”

A Natureza do Conhecimento de Deus:

O conhecimento de Deus é arquetípico.
Um arquétipo é um modelo ideal.
Para a filosofia (o platonismo), as ideias são arquétipos das coisas.
Deus conhece tudo o que existe como alguém que tem o projeto daquilo
que pretende criar, porém com perfeição  infinitamente maior do que um
projetista humano, o qual é tomado por inúmeras limitações.
Somente Deus não foi criado - é auto-existente – todas as coisas foram criadas por Ele. Antes
que estas viessem à realidade finita, já existiam na eterna ideia de Deus. Por tanto, o
conhecimento divino não é obtido de fora, como alguém que observa para aprender sobre
algo, não é parcial ou sucessivo, mas sim intuitivo, inato, imediato, simultâneo, completo e
consciente. O conhecimento divino também é livre e necessário, ou seja, é  baseado em sua
vontade. É importante notarmos que Deus não determina as coisas porque sabe que irão
acontecer, mas ao contrário: porque Deus determinou todas as coisas é que Ele sabe que
acontecerão.
O conhecimento livre de Deus é o resultado da sua vontade, Ele sabe o que decretou.
Já o conhecimento necessário é aquele que independe da ação da vontade divina, Ele não
necessita exercitar a sua vontade para conhecer, Ele simplesmente conhece. É uma qualidade
sem a qual Ele não  seria o que Ele é, faz parte do seu Ser. É o conhecimento que Deus tem
de Si mesmo e de todas as coisas possíveis.
É neste sentido que Ele tem conhecimento, por exemplo, do pecado. Não por ser o seu autor
 ou por praticá-lo, mas porque este é um conhecimento de simples inteligência divina.

A Extensão do Conhecimento Divino:

O conhecimento de Deus, conforme vimos acima, é perfeito quanto à sua natureza.
Agora, porém, observemos um outro aspecto dessa perfeição: a sua abrangência absoluta,
ou seja, Deus é onisciente.
A palavra “onisciência” vem do latim, Ominis “todo” e Scire, “saber”  =  deter todo saber.
Ele conhece tudo. Deus conhece a Si mesmo, a tudo e a todos de forma perfeita.
Deus conhece as coisas passadas, presentes e futuras em suas reais relações.
Conhece aquilo que está oculto (Dn 2:22).
Conhece os pensamentos e intenções do coração de todos os homens (1 Reis 8.39).
Conhece o que existe concretamente e também a possibilidade de tudo, em todas as
circunstâncias.
Em fim, todas as proposições são conhecidas por Ele.

Novamente são pertinentes os textos citados anteriormente:
Jó 37.16
Jo 3.20
Hb 4:13
e acrescentamos ainda Isaías 46:10 “Que anuncio o fim desde o princípio, e desde a
antiguidade as  coisas que ainda não sucederam...”


A SABEDORIA DE DEUS

Este também é um atributo que Deus nos comunicou, sendo porém no homem
incomparavelmente mais restrito. A sabedoria divina está ligada à Sua onisciência.
No homem, sabedoria e conhecimento podem ser um em detrimento do outro.
Pois a sabedoria diz respeito a uma compreensão prática e conhecimento, teórica.
O homem mais culto do mundo não é necessariamente sábio, bem como o mais
sábio pode não ser douto.
Quando falamos em sabedoria divina, significa que Deus não só conhece tudo,
mas também é capaz de tomar sempre as melhores decisões, utilizando os
melhores meios para cumprir seus propósitos.

Alguns textos bíblicos que mostram a sabedoria de Deus

- Na criação:
Sl 19.1-7; Sl 104.1-34;  Jr 10.12

- Na providência
 Sl 33.10-11; Rm 8.28,

- Na redenção
 Rm 11.33; 1Co 2.7; Ef 3.10

- Comunicável ao homem
Tg 1.5

- Personificada
Pv. 8

A VERACIDADE E A FIDELIDADE DE DEUS

Trataremos destas duas perfeições divinas jutamente, pois na Escritura, verdade e 
fidelidade estão intimamente ligadas (Sl 145.13; Ap 22.6).

Definição:
Segundo Berkhof, a veracidade de Deus é aquela perfeição de Seu ser em virtude da qual
Ele cumpre perfeitamente  a idéia da divindade , é perfeitamente digno de nossa confiança 
em Sua revelação e vê todas as coisas como elas são na realidade.

Grudem, diz que a veracidade de Deus significa que Ele é o Deus verdadeiro, e que todo 
o seu conhecimento e palavras são, ambos, padrões de fé verdadeiros e padrões de fé finais.

A veracidade no homem é possível. Em Deus, é essencial. Faz parte do Seu ser. O homem é 
capaz de falar a verdade, porém Deus é a verdade.
O homem pode proferir mentiras, todavia Deus não pode mentir (Tt 1.2; Rm 3.3-4). O que 
certamente não é uma limitação de Deus, mas uma necessidade do Seu santo caráter.


Alguns textos nos mostram que:
A veracidade de Deus é essencial - Nm. 23.19; Hb 10.23
É grande - Lm 3.22-23; Sl 36.5
É eterna - Mt 24.35, 1Pe 1.23-25

Cabe-nos ainda observar que a fidelidade de Divina no cumprimento de Suas promessas, não
se dá apenas quando é em nosso favor, todavia Deus também é fiel no cumprimento de Sua 
palavra quanto à disciplina dos crentes (Hb 12.6) e a punição dos ímpios (Hb 3.11). Sendo 
porém para os Seus filhos, uma atitude de amor, pois visa trazê-los novamente ao caminho da
retidão.

Ao mesmo tempo que este atributo divino é ameaçador aos irregenerados (Rm 1.18), 
a fidelidade de de Deus, é o socorro dos santos (1 Co 10.13). 
É a segurança que temos de que Ele não mudará amanhã. É onde repousa a certeza que 
podemos ter acerca de nossa salvação. Ele não nos poupa por nossas obras, mas pelos 
méritos de Cristo (Rm 3.24). Porque Ele o decidiu e jamais mudará isto.
Bibliografia:
O Ser de Deus e os Seus Atributos. Heber Carlos de Campos. Editora Cultura Cristã
Teologia Sistemática Louis Berkhof. Louis Berkhof. Editora Cultura Cristã. 
Teologia Sistemática de Strong. Augustus Hopkins Strong. Editora Hagnos

Teologia Sistemática  Wayne Grudem. Wayne Grudem. Editora Vida Nova

2 comentários :

  1. Gostaria de saber se tem a prova da matéria 2?

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    Respostas
    1. Prezado Alex, as matérias que não tiverem provas disponíveis, podem ser enviados apenas os resumos das mesmas.

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OBSERVAÇÃO:
NEM TODAS AS POSTAGENS TRADUZEM, NECESSARIAMENTE, A OPINIÃO DO SITE MATÉRIAS DE TEOLOGIA

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