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QUER UM CONSELHO? - por Thiago Oliveira



“Podemos definir aconselhamento como uma atividade com o objetivo de ajudar aos outros em todo e qualquer aspecto da vida, dentro de um relacionamento de cuidado.” Roger Hurding
A Bíblia está repleta de conselhos para os homens, e estes conselhos não se aplicam apenas aos cristãos. Há muita gente fora dos arraiais evangélicos que adotam princípios bíblicos para gerirem tanto os negócios quanto os relacionamentos interpessoais. Desde os tempos antigos que os reis e os magistrados tem os seus conselheiros. Como diz lá em Provérbios 24: 6: Com conselhos prudentes tu farás a guerra; e há vitória na multidão dos conselheiros.
Moisés, líder do povo hebreu na saída do Egito passou por “maus bocados” ao ter que resolver as causas dos seus patrícios no deserto. A sobrecarga era grande, tanto que Moisés cuidava dos negócios do povo de manhã até o final da tarde (Ex 18:14). Foi então que o seu sogro, ao ver que aquilo não era bom, pois Moisés assim desfaleceria com a quantidade exaustiva de trabalho (Ex 18:17-18), deu-lhe o seguinte conselho:
Êxodo 18:21-22 – E tu dentre todo o povo procura homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que odeiem a avareza; e põe-nos sobre eles por maiorais de mil, maiorais de cem, maiorais de cinquenta, e maiorais de dez; Para que julguem este povo em todo o tempo; e seja que todo o negócio grave tragam a ti, mas todo o negócio pequeno eles o julguem; assim a ti mesmo te aliviarás da carga, e eles a levarão contigo.
O conselho que Jetro deu ao seu genro foi ouvido (Ex 18:24). Tanto Moisés quanto o povo saíram beneficiados, uma vez que a demora para serem atendidos foi abreviada, pois agora estavam divididos em líderes de mil, cem, cinquenta e dez (Ex 18:25), e apenas os casos mais difíceis eram levados para Moisés julgar (Ex 18:26).
Em 1 Reis 12 temos uma história que não tem um bom desfecho. Roboão, filho de Salomão, ao assumir o trono de seu pai teve uma audiência com Jeroboão, que representava o povo, e este lhe pediu para que baixasse os tributos. Devido a expansão do reino e a construção do Templo no reinado de Salomão, a carga tributária subiu chegando a níveis absurdos. Os conselheiros do seu pai, recomendaram Roboão a acatar a petição popular, mas este preferiu dar ouvidos aos seus jovens amigos, que o inflamaram a aumentar ainda mais os impostos. Resultado: Uma rebelião que causou a divisão do Reino.
Pensando nos exemplos acima citados, vemos que o aconselhamento pode ter resultados benéficos e também catastróficos. Por isso é muito importante atentarmos para algumas questões que serão aqui elencadas:
1. O objeto do aconselhamento não é o problema e sim a pessoa. Vale ressaltar que o termo “problema” não necessariamente seja uma crise ou dificuldade, mas sim uma questão que precisa de uma meditação para ser resolvida. É necessário acreditar que a pessoa aconselhada, com o auxílio divino, pode superar toda e qualquer situação. Mas acima de tudo, é preciso “calçar o sapato do outro”, e amar a pessoa que está ali para receber o aconselhamento.
2. No aconselhamento não pode faltar a verdade. A honestidade em tratar a pessoa aconselhada deve ser conduzida em amor, todavia, nunca omita nenhum ponto, não alimente expectativas falsas e não deixe de confrontá-lo. Um exemplo bíblico é o do profeta Natã (2Sm 12:1-15) que para confrontar Davi, que havia pecado possuindo Batseba, esposa do valente Urias, contou-lhe uma estória e através de sua ilustração fez o Rei reconhecer o seu grave erro.
3. Deixe que a pessoa decida. É comum que as pessoas ao pedirem conselhos, queiram que o outro lhe forneça a resposta do que fazer. Todavia, isso não é saudável. Pois se você disser a alguém “faça isso” e ela “quebrar a cara” após ter feito o que você recomendou, toda a culpa será direcionada a você. Por isso, ao aconselhar não dê respostas, apenas indique alternativas e deixe que a pessoa resolva como proceder.
4. Técnicas de aconselhamento são bem vindas. Levando em consideração o caráter instrutivo e terapêutico do aconselhamento, podemos utilizar de áreas afins para nos auxiliar. Levando em consideração o homem em sua integralidade (física-emocional-espiritual), áreas como a psicologia, a sociologia, a antropologia e a pedagogia podem ser empregadas no processo.
5. Priorize a Palavra de Deus. Como cristãos, temos a Bíblia como nossa regra de fé e prática. Sabemos que ela é inspirada por Deus e útil para o ensino (2Tm 3:16-17). Paulo aos irmãos de Colossos, regozija-se em suas aflições, pois sabia que o seu ministério era embasado na Palavra, anunciando a Cristo e ensinando a cada homem com a finalidade deles se aperfeiçoarem em Jesus (Cl 1:24-29). Mais adiante ele exorta aos eleitos para que se revistam de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade; em amor. E que a Palavra de Cristo habite abundantemente na Igreja, para que em sabedoria os irmãos admoestem-se uns aos outros, dando sempre graças a Deus Pai (Cl 3:12-17).
Mediante tudo o que já foi exposto nesse breve artigo, ressalto a supremacia das Escrituras. Ela é fonte de saber e através de um estudo diligente, você encontrará nela as respostas que tanto almeja. Atualmente tem surgido no segmento evangélico uma dependência da figura pastoral, como se o pastor tivesse todas as respostas. Isso não é verdade e nem salutar. Infalível: apenas o texto sagrado que dá testemunho de Cristo (Ap 19:10). O pastor pode ser alguém usado por Deus, desde que a Bíblia seja parâmetro. Também não procure certos “profetas”, pois estes violam o mandamento que proíbe a adivinhação (Dt 18: 10-12). Quer um conselho? Leia a Bíblia e ore regularmente que você terá o direcionamento do Espírito Santo para resolver toda e qualquer situação imaginável. Deus nos conceda graça.

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