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FUNDO

JESUS CRISTO HOMEM (PARTE 1) - por Leonardo Dâmaso


Texto base: 1 Timóteo 2.5

INTRODUÇÃO

Acerca da humanidade do nosso Redentor Jesus Cristo e suas implicações, precisamos entender primeiro a questão da unio personalis. Basicamente, em resumo, eu quero enfatizar os três termos que são a chave para o entendimento correto do tema em pauta. Senão vejamos:

O SIGNIFICADO DE UNIO PERSONALIS

O termo unio personalis significa “união hipostática”; é a união das duas naturezas de Cristo, a natureza divina com a natureza humana que se deram no momento da encarnação do verbo, Jesus Cristo, pela ação miraculosa do Espírito Santo. A segunda pessoa da trindade assumiu uma natureza humana que não existia, tendo, assim, que vir a existência nascendo do ventre de uma mulher, a saber, Maria, independente da união com a natureza divina. Portanto, “a união da pessoa divina (e sua natureza) com a natureza humana não resulta na criação de uma pessoa dupla, mas numa pessoa divina, em que as duas naturezas, a divina e a humana estão unidas”.1

O SIGNIFICADO DE NATUREZA  

A palavra natureza denota substância ou essência. “São as propriedades de uma substância que fazem parte do que ela é [mas], não a forma individual que ela possa assumir”.2 Jesus “teve todas as propriedades essenciais para que ele fosse humano e todas as propriedades essenciais para que ele fosse divino”3Jesus foi um ser plenamente divino com características exclusivas dele somente como Deus que é [como os atributos incomunicáveis] e plenamente humano, com características exclusivas de um ser humano finito, como limitações físicas e fraquezas, que veremos posteriormente.  

O SIGNIFICADO DE PESSOA

Uma pessoa é um ser individual auto consciente que possui quatro características essenciais da natureza humana: pensamento, sentimento, vontade e essência. Todavia, estes quatro componentes não fazem parte da pessoa ou personalidade, mas, sim, da natureza humana. Não obstante, os homens têm a mesma essência, isto é, a natureza humana, mas cada um é uma pessoa separada e diferente da outra em vários aspectos. No caso de Jesus, ele tem duas naturezas diferentes, a divina e a humana. Contudo, isso não quer dizer que existem duas pessoas separadas e diferentes nele, antes, existe uma pessoa que possui propriedades essências de cada uma das naturezas em virtude da união hipostática ou união destas duas naturezas. A confissão de Fé de Westminster (8.2) ressalta:

As duas naturezas, inteiras, perfeitas e distintas - a Divindade e a humanidade – foram inseparavelmente unidas em uma só pessoa, sem conversão composição ou confusão; essa pessoa é verdadeiro Deus e verdadeiro homem...

1. A diferença entre limitações e fraquezas

Jesus, como Deus homem que era, possuía limitações e fraquezas humanas. Entretanto, há uma grande diferença entre estas características que fazem parte da natureza humana corrompida pelo pecado. É de vital importância enfatizar que Jesus não assumiu uma natureza humana corrompida pelo pecado, mas uma natureza humana afetada pelo pecado, o que é diametralmente distinta da anterior. As limitações são características que fazem parte da essência do ser humano finito. Não obstante, mesmo antes da queda, isto é, quando o pecado não havia corrompido a humanidade, Adão, em seu estado pleno de santidade, possuía limitações.

Adão sentia fome e, por isto, Deus plantou várias árvores frutíferas no jardim do Éden para a sua alimentação (Gn 2.16). Adão sentia sede e, obviamente, ele deveria beber das águas do rio que saia do Éden para regar o jardim (Gn 2.10). Adão sentia cansaço por causa do seu trabalho em lavrar e guardar o jardim, porém, não um cansaço da mesma conotação ou intensidade que ele passou a sentir como resultado da maldição pelo seu pecado. Embora o cansaço não seja uma característica da natureza humana pecaminosa, todavia, ele é agravado por ela. Observe o que diz o texto da Escritura:

Genesis 3.17  ... em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. (ARA)

A palavra fadiga aqui traz a ideia de sofrimento e dor. O trabalho que antes era feito com prazer, [não que ele não seja mais uma benção de Deus], agora, depois da queda, “passou a ter uma conotação que antes não tinha para o homem. Este passou a trabalhar com muito mais dureza, esforço e aflição”.4

Sendo assim, a fadiga premente que o trabalho proporciona é uma consequência devida à imposição penal de Deus sobre o pecado de Adão que, por conseguinte, toda a humanidade herdou por estar ligada pactualmente a ele como nosso representante federal que era. Finalmente, Adão também era limitado pelo espaço, podendo estar somente em um lugar ao mesmo tempo e, também, era limitado pelo tempo. Em vista disso, Jesus, como nosso Redentor, era finito no que tange a sua humanidade. Jesus sentia fome, sede, cansaço e era limitado pelo espaço. Estas limitações humanas de Jesus como homem que era veremos posteriormente.

Por outro lado, uma segunda característica que faz parte da essência do ser humano são as fraquezas. Embora as limitações não tenham a ver com o pecado em si, mas com a finitude humana, contudo, as fraquezas são o resultado da maldição do pecado sobre a humanidade. Adão no seu estado de santidade não possuía fraquezas, mas apenas limitações.  

As fraquezas são características próprias de pecadores. Entretanto, no caso de Jesus, ele não possuía fraquezas na sua essência porque era plenamente santo, mas assumiu as fraquezas dos pecadores no estado de humilhação ao encarnar-se sentindo dores, angústias, temores e tristezas para que, assim, pudesse efetuar o processo da redenção dos pecadores eleitos, libertando-os do poder, da punição do pecado e da morte eterna.
   
Mesmo no estado de glória, com os corpos glorificados, nós, seres humanos, ainda teremos limitações devido ao fato da nossa finitude. Contudo, não teremos mais fraquezas, porque estas fazem parte da essência e da condição humana pecaminosa que ainda afetam os crentes e do ambiente corrompido no qual vivemos, porém, no estado de glória, não estaremos mais nessa condição. Portanto, agora que entendemos a diferença entre as limitações e fraquezas humanas, vejamos, então, as limitações de Jesus em virtude da sua humanidade.

2.  As limitações humanas de Jesus

a) JESUS SENTIA CANSAÇO

João 4.6 – Havia ali o poço de Jacó. Jesus, cansado da viagem, sentou-se à beira do poço. Isto se deu por volta do meio-dia. (NVI)

Como um exímio evangelista que era Jesus fazia longas caminhadas por dias pelas estradas da Galileia e Judéia. A Judéia era uma região extremamente desértica. Não obstante, Jesus era passível de limitações referente ao vigor físico. Certa vez, após uma viagem sob o sol causticante do meio dia, Jesus, cansado, senta-se à beira de um poço de água para descansar um pouco. As viagens que Jesus fazia exigiam bastante esforço físico.

Jesus não poderia beneficiar-se dos confortos da sociedade moderna de sua época como viajar a cavalo ou em carruagens. Ele não tinha dinheiro para um conforto desse tipo, que, por sinal, só as pessoas bem sucedidas financeiramente poderiam usufruir.  As viagens evangelísticas de Jesus e de seus discípulos eram feitas a pé. Embora Jesus fosse plenamente Deus, todavia, ele também era plenamente homem, e, portanto, se cansava sempre que se esforçava fisicamente em alguma atividade quotidiana e precisava de descanso para se recompor. Vejamos o que diz o texto em voga:

Marcus 4.35-38a – Naquele dia, ao anoitecer, disse ele aos seus discípulos: "Vamos atravessar para o outro lado". Deixando a multidão, eles o levaram no barco, assim como estava. Outros barcos também o acompanhavam. Levantou-se um forte vendaval, e as ondas se lançavam sobre o barco, de forma que este foi se enchendo de água. Jesus estava na popa, dormindo com a cabeça sobre um travesseiro. (NVI)

Apesar do guarda de Israel, que é o próprio Senhor Jesus na sua divindade não dormir conforme disse o salmista (Sl 121.4), todavia, por assumir na sua encarnação os atributos pertinentes da natureza humana, precisava dormir. Depois de um dia extenuado de trabalho ensinando, pregando, curando e operando milagres, Jesus, no barco mesmo, longe das multidões, aproveitou a noite, que era praticamente o único período que tinha para dormir e descansar. Sendo assim, o cansaço não é produto do estado de humilhação de Jesus, mas de sua limitação humana.

b) JESUS TINHA SEDE

João 4.7 – Então veio uma mulher samaritana tirar água. E Jesus lhe disse: Dá-me um pouco de água. (Almeida Século 21)

Após um longo período de caminhada por estradas poeirentas debaixo do sol escaldante do meio dia, Jesus senta-se a beira de um poço para descansar da viagem. Em seguida, uma mulher aparece para tirar água do poço e, vendo a mulher, Jesus diz: Dá-me um pouco de água. A sede é o resultado natural e direto do cansaço provocado por alguma atividade física intensa no qual o corpo se expôs. Nesse caso, Jesus sentiu sede porque havia viajado a pé com seus discípulos por longas horas em estradas poeirentas sobre um calor descomunal.

Quando o corpo é exposto a grandes esforços, ele precisa dessedentar-se. A água é a mais importante substância que o homem ingere para continuar a viver. O ser humano pode ficar um tempo maior sem comer, mas não sem beber. A sede não é simplesmente o produto do cansaço; a água é necessária para a manutenção do nosso corpo. Deus nos fez com essa característica que aponta para a nossa limitação.5 Em contrapartida, a sede também é muito comum quando nos expomos a um intenso sofrimento físico e emocional. Senão vejamos um exemplo disso:

João 19.28 – Depois, vendo Jesus que tudo já estava consumado, para cumprir-se a Escritura (Sl 69.21), disse: Tenho sede. (ARA)

Após todo o sofrimento físico e emocional pelo qual foi exposto, Jesus sentiu muita sede nos seus últimos momentos de vida na cruz. As dores que lhe sobrevieram por causa de ter sido espancado violentamente pelos soldados romanos fizeram com que o seu organismo necessitasse intensamente de água. Um fato curioso que merece destaque é, assim como Jesus, sendo Deus, se abdicou do uso de seus atributos incomunicáveis em grande parte de sua vida, todavia, quando foi entregue para sofrer duramente, a natureza divina deu suporte à natureza humana para que este suportasse todo o sofrimento que lhe estava proposto desde a fundação do mundo. 
     
Sem a intervenção da natureza divina Jesus não suportaria tamanho sofrimento e morreria até mesmo antes de ir para a cruz, como qualquer outro ser humano não suportaria. Sendo assim, não podemos incorrer no erro de separar as duas naturezas de Jesus numa espécie de dicotomia e afirmar que foi a natureza humana que sofreu. A pessoa total de Jesus é quem sofreu tanto antes como no momento da cruz. É necessário fazermos esta separação somente para estudo, visando a melhor compreensão do assunto. Não obstante, também no estado de glória, mesmo com os corpos glorificados, nós, seres humanos, teremos sede. A sede é algo típico que pertence a seres finitos que carecem de subsistência. Quando a terra for restaurada por Deus, as mesmas coisas estabelecidas por Ele no Éden antes da queda serão trazidas de volta, fazendo, assim, parte do nosso quotidiano. Iremos comer e beber conforme já fazemos aqui neste mundo.

Todavia, caso não tivéssemos a subsistência necessária para nos mantermos vivos, como alimento e água, todos nós pereceríamos mesmo na terra restaurada e com os corpos glorificados [uma vez que somos e sempre seremos finitos], assim como também pereceriam Adão e Eva no Éden se Deus não providenciasse para eles alimento e água para sobreviverem. O Espírito Santo, de forma poderosa e soberana é quem preservará os eleitos no estado de glorificação na terra restaurada para sempre. Porém, ele fará isso usando também os recursos naturais, como comida e bebida, pelo menos neste aspecto.   

Finalmente, não podemos anular essa característica da sede em Jesus Cristo, pois, se o fizermos, estaremos atribuindo a sua humanidade características que são inerentes e exclusivas a sua divindade. Se fosse assim, a natureza humana de Jesus não precisaria de alimento e água e seria independente, ou seja, não precisaria de nada para manter-se viva, porque ela mesma se bastaria. Acreditar assim é ter um entendimento errôneo, pois estaríamos praticamente aniquilando a sua humanidade olhando apenas para a sua divindade. Isto seria divinizar a sua humanidade assim como o docetismo cristológico faz.  
          
c) FOME  

Mateus 4.2 – E depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. (ARA)

A fome é um sintoma fisiológico pelo qual o corpo percebe que necessita de alimento para manter-se vivo. “Todos os movimentos dos nossos órgãos, sejam eles voluntários ou involuntários, gastam energia e, consequentemente, exigem alimento para que a energia gasta seja reposta. O gasto de energia tem de ser reposto somente em seres com a natureza finita”.6

Indelevelmente, Jesus, além de sentir sede, também sentia fome porque possuía uma natureza finita, isto é, a natureza humana. Após permanecer em jejum de alimento sólido, [se de água também não sabemos ao certo] durante quarenta dias, mesmo não fazendo nenhum tipo de exercício físico que exigisse muito esforço de sua parte, Jesus, o que é bem provável, já havia perdido quase todas as suas forças. Os próprios movimentos dos órgãos interiores (que geralmente executam movimentos involuntários, como o batimento do coração, o esforço do músculo diafragma ao encher os pulmões de ar, e outros) consumiam a energia do nosso Redentor. Some-se a isso o movimento dos membros exteriores (como braços, pernas etc.) que são voluntários; sem dúvida, a energia que se gasta todos os dias para a subsistência do corpo humano requer uma boa alimentação.7 A semelhança de Jesus, Moisés ficou quarenta dias e quarenta noites sem comer e também sem beber água no monte Horebe (Ex 34.28). Elias também caminhou quarenta dias sem comer e sem beber água até o mesmo monte (1Rs 19.8).

Em vista disso, entendemos que Jesus, no deserto, precisou do suporte da natureza divina para aguentar os quarenta dias e quarenta noites sem comer e ou também sem beber. Moisés e Elias também ficaram estes períodos sem comer e, especialmente, sem beber água, o que, segundo a medicina diz, são fatos raros de acontecer e que depende muito da resistência de cada um. Uma pessoa pode ficar todo este tempo sem ingerir água e ainda permanecer viva, haja vista que, na maioria dos casos, o corpo humano suporta a falta de água no máximo em 5 dias. Após este período, podem ocorrer graves problemas de saúde que podem levar a pessoa a óbito. Entretanto, Moisés, indubitavelmente, recebeu algum tipo auxílio divino miraculoso para suportar ficar sem comer e beber durante 40 dias no monte bem como Elias e, possivelmente Jesus, também. Portanto, Jesus sentiu fome após um período significativo de abstinência de alimento, o que é absolutamente normal, pois ele possuía limitações como qualquer outro ser humano possui. 

d) JESUS É LIMITADO PELO ESPAÇO

Todo ser corpóreo está limitado a um espaço não podendo fugir ou se locomover dele para outro espaço ao mesmo tempo. Se Jesus fosse somente divino, ele, então, não seria limitado pelo espaço, porque antes de o espaço vir a existir ele já existia.

Quando o verbo, que é Jesus, se encarnou, assumindo a natureza humana, tivemos, a partir disso, um Redentor não divino e humano, mas um Redentor divino-humano. A natureza humana de Jesus possui um corpo e um espírito humano com características próprias de um ser finito. Tanto a natureza divina quanto a natureza humana, depois de unidas pela encarnação, ocupam espaço de forma limitada como é próprio de seres finitos. Contudo, vale a pena ressaltar, novamente, que Jesus não possui duas personalidades devido à união das duas naturezas, mas que ele é um ser unipessoal; ou seja, uma só pessoa com duas naturezas unidas.

Vejamos um exemplo na Escritura que irá elucidar ainda mais o nosso entendimento:

Lucas 24.31 – Então, se lhes abriram os olhos, e o reconheceram (os dois discípulos); mas ele (Jesus) desapareceu da presença deles. (ARA)  

Aqueles que são inclinados ao docetismo, pasme você, muitos destes são evangélicos que possuem um entendimento equivocado acerca de Cristologia, podem se obstar a humanidade de Jesus utilizando este texto como base, onde é dito que, depois que ressuscitou, Jesus caminhou com dois discípulos até uma aldeia distante de Jerusalém chamada Emaús.

Não obstante, quando chegaram à aldeia (vs.29), decidiram faziam uma refeição. Quando se assentaram para comer, tendo Jesus tomado o pão, dado graças, e, partido entre eles, deu-lhes (vs.30).

No mesmo instante, os olhos destes discípulos se abriram e eles reconheceram que aquele homem que havia caminhado com eles e que estava à mesa era Jesus, porém, ele desapareceu de suas vistas (vs.31). Embora a natureza humana de Jesus possa ter adquirido certas propriedades que desconhecemos, todavia, ela ainda se movia no espaço. Jesus se deslocava de um lugar para outro. É por causa disso que ele não somente aparecia como também desaparecia. Podemos chamar este fato de deslocamento espacial (veja Jo 20.26).

É absolutamente natural e próprio de seres finitos moverem-se no espaço.  Os seres espirituais como anjos ou demônios, por exemplo, também se locomovem no espaço porque não possuem o atributo de onipresença, isto é, a capacidade de estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Deus não é limitado e tampouco encerrado pelo espaço. Ele, como um espírito infinito, é o único que possui esta capacidade de estar em todos os lugares ao mesmo tempo com todo o seu ser. No caso de Jesus, ele não é somente Deus, mas também é homem. Sendo assim, ele estará para sempre limitado pelo espaço conforme a sua natureza humana que está localizada no céu a direita do Pai.

O céu, apesar de ser um lugar invisível e imaterial onde habita seres espirituais e intangíveis, é também um lugar físico e que será visível para nós um dia, porque Jesus está presente lá com a sua natureza humana e a sua natureza divina presente em todos os lugares do espaço ao mesmo tempo.  
    
CONCLUSÃO

Jesus, mesmo depois de ser glorificado e ascender aos céus, ainda é um ser humano como nós. Depois da encarnação [unio personalis ou união hipostática] e de sua ascensão, a pessoa completa de Jesus, em sua natureza humana, está sentado à direita de Deus Pai, nos céus e, a sua natureza divina, o seu Espírito [como Deus que é] presente em todo o espaço. Como um ser humano normal que foi e, agora, glorificado, Jesus precisa daquilo que é natural de um ser humano para manter-se vivo, isto é, se alimentar e beber água, uma vez que a sua natureza humana não é auto suficiente, mesmo estando no céu com Deus Pai numa outra esfera completamente superior a nossa.
Portanto, de maneira direta e imediata, Deus Pai providência de maneira sobrenatural todos os recursos necessários (não é possível saber os detalhes de como é este processo) para que a natureza humana de Jesus não sofra qualquer dano em virtude de não haver os recursos naturais que são próprios da terra (alimento/água) no céu. Deus Pai, pela sua providência e através do Espírito Santo preserva e sustenta o Deus Filho encarnado e glorificado.




NOTAS:

1. Muller, op. Cit, pág 316.
2. W.G.T.Shedd, Dogmatic Theology, Nashiville: Thomas Nelson Publishers, vol 2, pág 291.
3. Heber Carlos de Campos. A União das Naturezas do Redentor, pág 88.
4. Heber Carlos de Campos. O Habitat Humano. O Paraíso perdido, pág 235.
5. Heber Carlos de Campos. As Duas naturezas do Redentor, pág 495.
6 Ibid, pág 496.
7. Ibid.  

      

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