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O MERCADO DE ESCRAVOS - por Thomas Magnum

 
 
A escravidão é um fator histórico muito estudado e debatido a muito tempo, desde os povos antigos que levavam seus oponentes em cativeiro e os colocavam sob um jugo de escravidão ao colonialismo recente. Como exemplo disso, temos o povo de Israel que era escravo no Egito. Conforme os relatos no livro do Êxodo, encontramos também outros relatos bíblicos de cativeiro em que, tanto o povo de Deus como outras nações foram escravizadas. A história diz, por exemplo, que os assírios eram terríveis com seus subjugados; cometiam torturas inimagináveis. 

Ao chegarmos ao Império Romano, observamos também a presença da escravidão e o mercado de escravos, onde esses eram comprados e vendidos como mercadorias, como coisas ou objetos. Isso também aconteceu no Brasil quando os portugueses colonizaram as novas terras, trazendo sua cultura "europeizada", suas superstições e crendices, subjugando africanos e trazendo-os para o Brasil. A escravidão não fica somente num passado histórico desse mundo, mas existe no âmbito espiritual. O homem que está distante de Deus e de seus propósitos está escravizado pelo pecado, está debaixo de um jugo de servidão.

 João 8.34 – Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado. (ARA)
 
O viver no pecado, deleitando-se nele, ou pecando de forma cauterizada é um fato presente em nossa natureza caída. Talvez você pense: Mas sou uma boa pessoa e faço caridade, ajudo pessoas pobres, sou honesto e pago meus impostos e minhas contas em dia, não sou escravo do pecado. Bem, ao fitarmos nossos olhos nos textos bíblicos descobriremos o que Deus diz sobre isso. Boas obras não são suficientes; jejuns, orações, votos e ofertas não são suficientes; religiosidade e moralidade não são suficientes. 

Efésios 2.8 – Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. (ARA)

Para Deus, boas obras não são suficientes para justificação do pecador, pelo contrário, não depende em nenhuma instância de nós, mas de sua graça e misericórdia. O retrato que a Bíblia nos dá de nós mesmos é este: 

Isaías 64.6-7 – Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades como um vento nos arrebatam. E já ninguém há que invoque o teu nome, que se desperte, e te detenhas; porque escondes de nós o teu rosto, e nos fazes derreter, por causa das nossas iniquidades. (ARA)
 
O homem é merecedor da condenação e do desprezo eterno. O que merecemos é a separação eterna de Deus. Havia uma prática comum nos tempos antigos onde os senhores iam até ao mercado para comprarem novos escravos. Eles avaliavam o escravo, seus dentes e estrutura física para o trabalho e, assim, os compravam por haver neles algo que lhes interessavam. Principalmente no período colonial, esse mercado funcionava a todo vapor. A Bíblia nos trás a metáfora da escravidão quando diz que Cristo nos comprou por um alto preço (1Coríntios 7.23), ou seja, Ele veio a esse mercado (o mundo) e nos comprou. Ao contrário do mercado humano escravista, não por nossas qualidades, pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus (Romanos 3.23), mas pelo grande amor com que nos amou fomos resgatados por Cristo Jesus. A Escritura diz em 

1 Pedro 1.18-19 – Sabendo que não com coisas perecíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa maneira fútil de viver... mas fostes resgatados pelo precioso sangue... o sangue de Cristo. (Almeida Século 21)

 Na cruz Jesus pagou o preço do resgate. Fomos libertos da escravidão do pecado para agora, livres, sermos escravos de Cristo. Isso sim é ser livre; livre para viver e morrer. Libertos das garras da morte espiritual e eterna, vivemos como servos de Deus não mais seguindo o pecado e suas paixões. 

João 1.9-10 - Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, nós o tornamos mentiroso, e sua palavra não está em nós. (Almeida Século 21

Jesus veio a esse mercado escravo, tornou-se como um de nós, tomou a natureza humana, esvaziou-se de si mesmo tornando-se semelhante aos homens, morreu para que o preço fosse pago, e pôde nos resgatar das mãos dos credores (o pecado e satanás). E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz! Por isso Deus o exaltou a mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai. (Filipenses 2.7-11, NVI). 

Colossenses 1.12-14 – Ele nos tirou do reino das trevas e nos transportou para seu reino de luz: dando graças ao Pai, que nos tornou dignos de participar da herança dos santos no reino da luz. Pois ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados. (NVI)
 
Ele tomou o documento que alegava nossa escravidão ao pecado e cancelou cravando-o na cruz, pagando o preço por nós. 

Colossenses 2.14-15 – Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo. (NVI) 

No momento mais crucial da história da redenção ouvimos a voz do Senhor Jesus bradar na cruz: está consumado! Essa passagem descrita em João 19.30 nos mostra, de acordo com os papiros antigos, o significado: "O preço foi pago, está pago"! É glorioso e tremendo a nossa liberdade do pecado e da morte eterna. Termino com um texto do apóstolo Paulo que diz em

Romanos 6.23 – Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor. (Almeida século 21)

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