CTO - CURSO GRATUITO DE TEOLOGIA ONLINE

CTO - CURSO GRATUITO DE TEOLOGIA ONLINE

FUNDO

DEUS É CAUSA DE TODAS AS COISAS, INCLUSIVE DAS AÇÕES BOAS E MÁS DOS HOMENS? - por Leonardo Dâmaso



     
      Além de os homens não possuírem o livre arbítrio, pois só Deus o tem, todavia, o homem, em adição, o cristão, também não possuí uma suposta liberdade de escolha à parte de Deus, como se ele não houvesse já predeterminado as ações boas dos homens, inclusive as ações más, porém, apenas predeterminado a possibilidade das mesmas ou, simplesmente, ele permitir estas ações, mas jamais determiná-las ou causar estas ações propriamente ditas, o que é, peremptoriamente -, um equívoco.


Infelizmente alguns calvinistas, [sendo que eu sou calvinista ou um cristão de linha reformada], afirmam esta premissa: “Que Deus não predeterminou diretamente e ativamente, por exemplo, que um cristão desanime por um tempo na fé ou a sua queda e permanência temporária deliberada em algum pecado”.

Como pode, metafisicamente e logicamente, Deus permitir algo sem causá-lo? Uma vez que reina e domina sobre tudo? Se pensamos assim, estamos simplesmente atribuindo ao homem um poder metafísico que as Escrituras, inequivocadamente, afirma que ele não tem; ou seja, trazer a auto existência alguma coisa. Portanto, Tal premissa é inconsistente e, noutras palavras, seria considerar o homem um “Deus”.

      Em vista disso, o que há de errado com a premissa de que Deus causa o mal e o pecado? Nada! É antibíblica? Não! O fato de Deus causar o mal ou a permanência temporária deliberada de um cristão, por exemplo, em algum pecado, é diferente de praticar o mal ou o pecado. causar o mal pressupõe uma relação metafísica, isto é, a origem primária da causa do mal ou do pecado (que é Deus), enquanto que praticar o mal ou pecar é uma relação moral restrita a homens sobre o estado e consequências da queda.  

Para ser errado ou pecado Deus causar o mal ou o pecado, o próprio Deus, então, deveras fazer uma lei para si mesmo de que causar o mal ou o pecado é errado e pecado para si. Se não há esta lei específica, não há problema em Deus causar o mal e o pecado.  Haja vista que Deus é bom, santo e justo em tudo o que faz e, todavia, é bom, santo e justo para ele causar o mal e o pecado não importando como ele irá fazer isso porque ele é soberano e faz o que quiser. Se opor aos decretos de Deus é um tipo de blasfêmia, ainda que inconsciente, mesmo sendo decretos que são maus da perspectiva humana, mas da perspectiva de Deus é BOM o MAL que ele determinou ou causou. Contudo, Deus determinar com que um homem pratique o mal ou o pecado não é o mesmo que o próprio Deus o fazer.    

      Certamente Deus não tenta ninguém ao pecado, antes, é a própria natureza pecaminosa e a cobiça do homem que o tentam a pecar contra Deus (Tg 1.13-15). Entretanto, o fato do cristão, por exemplo, ser tentado a pecar em algo, em si, a tentação foi predeterminada por Deus, uma vez que todo e qualquer propósito, mesmo que este seja mal para o homem, da perspectiva de Deus é bom porque, em última análise, ele será glorificado de alguma maneira. Quando Jesus julgar e condenar os réprobos pelas suas obras moralmente más que praticaram no dia final, Deus será glorificado pela condenação destes e pelos seus gemidos de dor e angústias prementes que sofrerão eternamente no lago de fogo longe da presença bondosa e graciosa de Deus em detrimento de uma presença em ira e justiça. Deus será glorificado na condenação dos réprobos  porque estes mereceram ser condenados, uma vez que negaram o Senhor Jesus como Senhor e Salvador preferindo viver suas vidas na prática deliberada do pecado. Sendo assim, Deus causa todas as coisas ou eventos no mundo, e tanto as ações boas quanto as ações más dos homens!



Contato pelo email: Tadeudamaso@yahoo.com.br
Contato pelo facebook: Leonardo Dâmaso teólogo reformado    

5 comentários :

  1. Graça e Paz!!!
    Discordo de algumas afirmações suas,primeiro porque seus argumentos ficam no campo do raciocínio lógico, segundo porque vc não usa a Bíblia como base de seu argumento, terceiro é necessário distorcer muitos textos e isolá-los de contexto para chegar há algumas de suas conclusões...

    No Amor de Cristo

    Miss. J.R.

    ResponderExcluir
  2. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  3. (Parte 1)

    Graça e Paz!!! Discordo de algumas afirmações suas, primeiro, porque seus argumentos ficam no campo do raciocínio lógico; segundo, porque você não usa a Bíblia como base de seu argumento; terceiro, é necessário distorcer muitos textos e isolá-los de contexto para chegar há algumas de suas conclusões... No Amor de Cristo Miss. J.R.

    Miss. J.R., analisando [e inferindo minuciosamente] a sua “refutação” contra o meu artigo: “Deus é a causa de todas as coisas, inclusive das ações boas e más dos homens”, como você mesmo disse: “no amor de Cristo”, pude notar que você não compreendeu de fato o que eu realmente quis enfatizar no artigo porque talvez você conheça pouco ou nada sobre o assunto que expus –, isto é, a providência de Deus de uma perspectiva filosófica. Em vista disso (da falta de conhecimento e do domínio do assunto em pauta), a sua “objeção” foi diametralmente VÃ, FRACA e, sobretudo, INCONSISTENTE, uma vez que você apenas DISCORDOU do meu artigo mas também não o REFUTOU através de evidências Bíblicas de que estou errado na minha premissa! Em outras palavras, você apenas expôs a sua OPINIÃO sobre o que pensa do assunto e não o REFUTOU delimitando a sua premissa.

    A OPINIÃO ou a DISCORDÂNCIA de algo é válida. Todos tem o direito de OPINIAR e DISCORDAR. Ninguém é obrigado a acreditar em tudo o que se ouve e lê. No entanto, o fato de você DISCORDAR de A (meu artigo) não significa que a sua OPINIÃO sobre A é a premissa correta desde que você mostre que A (meu artigo) não é correto, mas que B (a sua premissa ou “opinião”) é a correta. Eu poderia concluir o meu argumento aqui, uma vez que é impossível um debate com OPINIÕES pessoais ou meras DISCORDÂNCIAS apenas, em vez de PROPOSIÇÕES concisas.

    ResponderExcluir
  4. (Parte 2)

    Não obstante, acho relevante continuar o meu argumento baseado na PROPOSIÇÃO da doutrina da providência de Deus. Na sua OPINIÃO, você discorda do meu argumento em 3 pontos. Primeiro, você diz que “os meus argumentos ficam no campo do raciocínio lógico” . Segundo, você diz que eu não uso a Bíblia como base do meu argumento; e, em terceiro, você diz que é necessário DISTORCER muitos textos e ISOLÁ-LOS de contexto para chegar há algumas de minhas conclusões. Visto que não havia a necessidade de eu continuar argumentando porque o seu argumento é INCONSISTENTE e já foi ABATIDO, contudo, quero mostrar, brevemente, em poucas palavras, a INCONSISTÊNCIA do seu argumento ou opinião.

    Primeiro, você apenas diz, mas não expande e desenvolve a contestação de o “porquê que os meus argumentos ficam no campo do raciocínio lógico”. Perceba você mesmo a incoerência! Eu responderia para você: Os meus argumentos trabalham no campo do raciocínio lógico porque CRER É PENSAR (ou raciocinar) E TENTAR COMPREENDER AQUILO QUE SE OUVE E LÊ! E o raciocínio lógico é fundamental para isso. A minha premissa no artigo NÃO consiste na LÓGICA de FILOSOFIAS HUMANAS e de RELIGIÕES PAGÃS, mas na lógica das ESCRITURAS no que ela trata sobre a providência de Deus. Ou a Bíblia, então, não trabalha com o lado RACIONAL E LÓGICO dos fatos??? Deus é IRRACIONAL???

    Segundo, você afirma que eu “não uso a Bíblia como base do meu argumento”. Novamente você diz algo sobre A sem mostrar que A não é A, mas B. Você simplesmente sugere, mas não desenvolve a sua opinião baseada em uma proposição concisa, o que a torna vazia e irrelevante! E, em terceiro, você conclui que “é necessário distorcer muitos textos e isolá-los de contexto para chegar há algumas de minhas conclusões”. Outra vez a mesma linha de pensamento inconsistente que não preciso repetir. É só você reler o que eu disse anteriormente no segundo ponto da sua OPINIÃO ou CONTESTAÇÃO. Todavia, um fato inédito que merece destaque neste terceiro ponto é que você diz, ainda que fique subentendido, que eu distorço ou que é só distorçer textos bíblicos [ainda que não utilizei nenhum texto no artigo para não ser muito extenso!!!] para apoiar a minha premissa. Eu não sei precisamente o que você quis dizer aqui, visto que a sua afirmação é OBSCURA e não fornece um conceito preciso, o que a invalida. Entretanto, pressuponho que você diz que eu distorço textos bíblicos para afirmar uma proposição aparentemente equivocada, isso, na sua OPINIÃO, é claro, porque não foi MOSTRADO em lugar algum se o meu artigo é herético e antibíblico! Por fim, você nem sequer mostrou, então, qual “a proposição que é a correta”, isto é, que Deus não DETERMINA ou CAUSA as ações boas e más dos homens? Ou ele só DETERMINA ou CAUSA as ações boas? Você apenas expôs a sua OPINIÃO e DISCORDOU da minha proposição no artigo.






    ResponderExcluir
  5. Vou fazer a exposição de apenas um texto vetero-testamentário que em Efésios 4:30, para demonstrar biblicamente a irrefutavél verdade do Livre- Arbítrio.
    “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção”.
    O verso em análise afirma claramente a existência do livre arbítrio; ora, quando Paulo aconselhou que “não entristeçais”, é porque os crentes de Éfeso poderiam vir a entristecer o Espírito Santo.
    O verso em estudo se encontra em uma seção que se inicia no verso 4:17 e se estende até o 5:21, seção essa em que o apóstolo comenta sobre “a santidade cristã X os costumes mundanos”. Paulo demonstrou claramente a sua preocupação de instruir os cristãos de Éfeso sobre como proceder em sua nova fé, em sua nova vida (Ef 4:22-24), e, dentre muitos conselhos, estava o de não entristecer o Espírito Santo, que seria cair no erro de cometer algumas das muitas faltas que o apóstolo citou entre 4:17 e 5:21, ou seja, entristecer o Espírito Santo seria nada mais nada menos do que fazer algo contrário a plenitude da santidade de Deus.
    Paulo em nenhum momento afirmou que os cristãos efésios estavam determinados para a salvação e que nunca a perderiam, pelo contrário! No verso 21 do capítulo 4 do mesmo livro, Paulo diz que “Se é que o tendes ouvido, e nele fostes ensinados, como está a verdade em Jesus”, ou seja, ele afirma a possibilidade de alguns irmãos efésios não terem verdadeiramente aprendido de Cristo (Ef 4:20), e, consequentemente, não terem se revestido do novo homem (Ef 4:24a). No capítulo 5, nos versos 5 e 6, está escrito: “Porque bem sabeis isto: que nenhum devasso, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus. Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência”.
    Dando continuidade ao seu discurso sobre o contraste entre a santidade cristã e os costumes mundanos, o apóstolo Paulo mostrou alguns atos de pessoas desobedientes a Deus, ora, quem desobedece é porque recebeu a opção da obediência, isso é irrefutável, só há desobediência aonde há a opção de obediência!
    Como um pai chamaria o filho de desobediente sem mostrar-lhe o caminho da obediência? E o apóstolo ainda alertou os efésios para que não fossem enganados com palavras vãs, mas por quê? Porque Paulo sabia que os efésios poderiam usar de seu livre arbítrio para dar lugar ao engano.
    A presença do Espírito Santo em nossos corações é a garantia de que estamos verdadeiramente no caminho da salvação, de que estamos ligados com Cristo.

    ResponderExcluir

OBSERVAÇÃO:
NEM TODAS AS POSTAGENS TRADUZEM, NECESSARIAMENTE, A OPINIÃO DO SITE MATÉRIAS DE TEOLOGIA

Soli Deo Gloria