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AS DUAS MAIORES MANIFESTAÇÕES DA BONDADE DE DEUS - Por Leonardo Dâmaso




 1) A bondade de Deus para com o homem pós pecado  

      Embora Deus seja bom desde a eternidade antes mesmo de tudo vir a existir, todavia, Deus não tinha a quem manifestar a sua bondade. Quando Deus criou o mundo, ele manifestou a sua bondade, porque a Escritura diz no (Sl 33.5) que a terra está cheia da sua bondade.


      Não obstante, a bondade do Senhor foi conhecida por Adão antes mesmo da queda, mas neste aspecto, ela está mais vinculada à beleza e ao deleite que Deus tem na sua criação. Por outro lado, a manifestação prática da bondade de Deus se deu com a entrada do pecado no mundo. Como não conhecemos um mundo sem pecado, a bondade de Deus adquire um aspecto sublime quando é mostrada a esse mundo caído.
     
     Após o pecado de Adão, Deus não se irou de imediato decidindo colocar o homem na mais profunda miséria. Deus poderia muito bem ter privado as suas criaturas, agora caídas, de todas as bênçãos, de todos os con­fortos e de todos os prazeres mencionados acima. Em vez disso, Deus introduziu um sistema de governo adaptado pós queda, isto é, um sistema duplo que abrange a misericórdia e o juízo.  

Isso é maravilhoso demais! Contudo, quanto mais contemplamos esse sistema de governo pós queda que Deus providenciou a nós, perceberemos que a misericórdia triunfa sobre o juízo conforme diz (Tg 2.13). NVI

     Todavia, por mais que os males derivados da queda de nosso representante Adão acompanhem o nosso estado caído, não obstante, a bondade de Deus é que predomina na balança.

Com algumas exceções, os homens experimentam muito mais dias de boa saúde e felicidade, do que dias de doença e tristeza. Até mesmo as tristezas, dores e angústias que sentimos não são despejadas sobre nós com todo o seu peso, antes, elas nos sobrevêm aliviadas por Deus.

(1 Cor 10.13) Não veio sobre vós tentação (gr. peirasmos - provação), senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar. ARC 

2) A bondade de Deus para com o homem enviando o Redentor

     O ápice da bondade de Deus foi quando ele enviou Jesus ao mundo para redimir os seus eleitos do cativeiro do pecado e da vontade de Satanás tornando-os uma nova criação e adotando-os na família divina. Por outro lado, não se pode pôr em dúvida a bondade de Deus pelo fato dele não ter feito de todos os homens pecadores objetos da sua graça redentora.

Deus não é obrigado a manifestar sua bondade salvadora para com todos os homens.

(Rm 9.11-16) Todavia, antes que os gêmeos nascessem ou fizessem qualquer coisa boa ou má — a fim de que o propósito de Deus conforme a eleição permanecesse, não por obras, mas por aquele que chama — foi dito a ela: "O mais velho servirá ao mais novo". Como está escrito: "Amei Jacó, mas rejeitei Esaú". E então, que diremos? Acaso Deus é injusto? De maneira nenhuma! Pois ele diz a Moisés: "Terei misericórdia de quem eu quiser ter misericórdia e terei compaixão de quem eu quiser ter compaixão". Portanto, isso não depende do desejo ou do esforço humano, mas da misericórdia de Deus. NVI

(Rm 3.10-12) Como está escrito (no Sl 14.1-3; 53.1-3): "Não há nenhum justo, nem um sequer; não há ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus. Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer". NVI
 
    Toda a humanidade pecou em Adão por estar unida pactualmente a ele, como nosso representante que era. Portanto, se todos os homens pecaram contra Deus, então concluímos que Deus não é obrigado a salvar ninguém, pois todos pecaram e merecem a morte tanto física como eterna, conforme Paulo diz em (Rm 6.23).

    Porém, aprouve a Deus ter misericórdia de alguns homens decidindo-os salvar por meio de Jesus, o redentor dos eleitos.

Portanto, diante disso, Deus não estaria sendo mal em não salvar todos os homens, pois ninguém merece ser salvo, e também não seria menos ou mais bondoso em salvar somente alguns homens. Deus é indubitavelmente bom para com todos, até mesmo para os perdidos! 

     Pink corrobora que a bondade de Deus é o sustentáculo da confiança do crente. É esta excelência de Deus que exerce mais atração sobre os nos­sos corações. Visto que a Sua bondade dura para sempre, jamais deveríamos ficar desanimados.

 (Naum 1.7) O SENHOR é bom, um refúgio em tempos de angústia. Ele protege os que nele confiam, NVI
 
     Por fim, eu termino com estas magníficas palavras de encorajamento e consolação de Charles Spurgeon para nós:

     Quando os outros nos maltratam, isso deveria somente estimular-nos a dar graças mais calorosamente ao Senhor, porque Ele é bom; e quando nós mesmos nos damos conta de que estamos longe de sermos bons, somente deveríamos bendizer com maior reverência Aquele que é bom, onde jamais deveríamos tolerar um ins­tante de descrença na bondade do Senhor. Seja o que for que possa ser questionado, isto é absolutamente certo, que o Senhor é bom; a sua maneira de agir pode variar, mas a sua natureza é sempre a mesma.


NOTAS:

O Ser de Deus e seus atributos (Heber Carlos de Campos)
Os atributos de Deus (A.W. Pink)
O paraíso perdido (Heber Carlos de Campos) 

OBSERVAÇÃO:
NEM TODAS AS POSTAGENS TRADUZEM, NECESSARIAMENTE, A OPINIÃO DO SITE MATÉRIAS DE TEOLOGIA

Soli Deo Gloria