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UNIÃO COM CRISTO - Por Irio Ferreira - AULA 4


Precisamos entender que enquanto Cristo permanecer fora de nós, se nós estivermos separados Dele, tudo o que ele sofreu e fez pela salvação da raça humana permanece inútil e sem valor para nós... Tudo o que Cristo possui é nada para nós até que cresçamos num só corpo com Ele (João Calvino).



A união com Cristo é o eixo em volta do qual giram todos os outros aspectos da Salvação.
O inicio da nossa salvação é a eleição do Crente. A consumação da nossa salvação é a glorificação do crente em Cristo. O eixo e a nossa união com Cristo.

O novo testamento descreve esta surpreendente verdade de duas formas. Algumas vezes os autores do novo testamento ensinam que os crentes estão em Cristo (2Co 5.17) (Fp 3.8,9)
Outras vezes os escritores do novo testamento escrevem que Cristo está em nós (Gl2.20) (Cl 1.27)

Existem também pelo menos três passagens os escritos de João onde estes dois conceitos são combinados, reforçando ainda mais o que falamos na primeira aula sobre o paradoxo.
(Jo 6.56; Jo 15.4; 1 Jo 4.13)

Franklin Ferreira falando sobre o assunto em sua Teologia Sistemática escreve que devemos examinar a doutrinada da União com Cristo em dois aspectos:  Eterno e Temporal, ou seja, Objetivo e subjetivo.

A confusão entre as duas perspectivas, eterna e temporal, é muitas vezes fonte de problemas tais como “contradições”, “paradoxos” e “tensão”, pois ao se separar as duas, perde-se a nitidez da harmonia da teologia bíblica. Assim a nossa união com Cristo é abordada biblicamente a partir da união eterna dos Eleitos com Cristo e da realização daunião com Cristo no cristão, no processo da salvação. A primeira é a união objetiva, e a segunda é a união subjetiva.

A união objetiva
A união objetiva é a nossa união com Cristo na Eternidade (Ef 1.3-4)
Da mesma forma que  justificação e a santificação, A união com Cristo encontra sua base o raiz na Eleição.
R. B. kuiper, em seu livro “Evangelização Teocêntrica” escreve que Nossa união com Cristo foi determinada desde a eternidade, ou seja, “antes da fundação do mundo”. Somos Eleitos ou escolhidos, ou escolhidos pelo Pai. Esta eleição não é algo abstrato ou vazio, mas sim concreto e especifico. “O fato de que Deus escolheu os seus em Cristo significa necessariamente que no conselho da Eleição, Deus os viu como pertencentes a Cristo, seu filho amado (Ef 1.11).

Os desígnios soberanos de Deus são atemporais. Nossa união com Cristo foi estabelecida antes do inicio do tempo. Neste sentido podemos afirmar que assim como não podemos perder a nossa salvação, nada pode desfazer a nossa união com Cristo (Rm 8.38-39), obviamente que Paulo quando fala amor está incluindo também em seu raciocínio a pessoa de Cristo.

A união subjetiva é a união com Cristo realizada em nossas vidas. A realização temporal de nossa união com Cristo começa a partir do momento de nossa salvação. Antes da salvação, do ponto de vista temporal, estamos separados de Cristo e alienados de Deus, sendo objetos da Ira e da condenação de Deus. Nesse ponto não devemos confundir a nossa situação na história com a visão de Deus na eternidade.

Outro ponto que deve ser salientado, é que nossa comunhão com Deus só é possível através de nossa união com Cristo. Temos pleno acesso a Deus por estarmos em comunhão comCristo.
Em resumo, estamos em uma união com Cristo de natureza jurídica ou legal. Deus sempre nos vê nessa posição em Cristo. De outro lado, estamos gozando de uma união espiritual, através do Espírito Santo que habita em nós.

Hoekema escreve que para a nossa discussão, a mais importante palavra na passagem é o termo “Nele” ( no grego, duas palavras: “em auto”. Aprendemos em (Ef 1.3-4) que essa palavra diz respeito a Cristo.
O que Paulo esta querendo nos dizer é que Deus o Pai escolheu-nos para a salvação não por causa de qualquer mérito que previsse em nós, mas apenas baseado em nossa predeterminada unidade com Cristo.

A base da união com Cristo

A união com Cristo tem sua base na obra redentora de Cristo. Como observamos, não depende da vontade do homem e nem de seus méritos. A união com Cristo foi estabelecida antes da fundação do mundo, desde os tempos eternos. Deus o Filho morreu na esfera do tempo para cumprir o propósito eterno, e Deus o Espírito Santo Aplica na vida dos eleitos individualmente conforme o tempo da regeneração de cada uma, os benefícios da obra redentora de Cristo produzindo assim a união mística ou espiritual.
Pode se dizer que a união com Cristo é suficiente para salvar o todos os homens, ainda que eficiente apenas para os eleitos.

Quando falamos em nosso seminário que a Doutrina da eleição não é uma doutrina marginal na bíblia sagrada, mas sim uma doutrina fundamental e essencial, é porque todas as outras doutrinas que tratam sobre a salvação do povo de Deus, giram em torno desse eixo que é a soberania de Deus. Entender a Soteriologia dessa forma é a única maneira de mantermos de pé a doutrina da justificação pela graça mediante a fé.

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