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FUNDO

A RESPONSABILIDADE PARA COM OS PRESBÍTEROS - Por Leonardo Dâmasoo



TEXTO BASE: 1Tm 5.17-25
INTRODUÇÃO
      Conforme vemos, Paulo expõe no (3.1-7) sobre as qualificações morais necessárias que devem tanger
o caráter do bispo ou pastor que almeja um ministério bem sucedido pela graça de Deus. Todavia estes requisitos são indispensáveis e devem nortear o seu currículo de vida.

No (vs.8-13) ele estende a mesma síntese frisando também as qualificações que os diáconos devem possuir, para que possam exercer o ministério sendo bem sucedidos e progredirem na fé, e por fim, semelhantemente, as mulheres, que também devem ser de um caráter cristão impecável.    

      Agora, nesta seção do (5.17-25), o foco de Paulo é voltado exclusivamente para os presbíteros, na questão de como Timóteo deveria tratá-los relativamente ao ministério. John Stott diz que aqui “Paulo instrui a Timóteo sobre como devem ser tratados os presbíteros em 3 áreas: na remuneração que é a (recompensa por um trabalho bem exercido), na disciplina e na consagração”.1

John Macarthur ressalta que “A fonte de grande parte das dificuldades da igreja em Éfeso era a incompetência dos pastores. Por isso, Paulo explica a Timóteo como restaurar a supervisão adequada de um pastor. Ele apresenta as obrigações da igreja quanto a honrar, proteger, repreender e escolher presbíteros”.2  

      Não obstante, Timóteo deveria reconhecer o valor do serviço dos presbíteros na igreja e recompensá-los (vs.17); Ele deveria rejeitar toda e qualquer acusação infundada contra o presbítero se não tivesse a comprovação de duas ou três testemunhas (vs.19); Se alguém viesse a cometer pecados, o tal deveria ser repreendido publicamente (vs.20);

Timóteo deveria observar cumprindo fielmente as instruções que Paulo lhe havia dado, sendo imparcial não favorecendo a ninguém (vs.21); que ele “não deve fazer nomeações apressadas, para que sua própria posição não fique comprometida por ser cúmplice com o pecado, e ele mesmo se contamine”3 (vs.22);  

      E por fim, Paulo conclui afirmando que os pecados de algumas pessoas são tão notáveis que “podem ser vistos claramente, antes mesmo de elas serem julgadas” NTLH, “quer seja esse julgamento divino ou humano.
Os pecados de outros, entretanto, se manifestam posteriormente, pois são vistos somente depois”.4  “Assim também as boas ações são vistas claramente e mesmo aquelas que são difíceis de ver não poderão ficar escondidas para sempre”. NTLH


COMENTÁRIOS BÍBLICOS CONSULTADOS E UTILIZADOS:

1- John Stott. A mensagem de 1 Timóteo e Tito, pág 136.
2- Bíblia de Estudo Macarthur. Notas de rodapé, pág 1662.
3- Novo comentário da bíblia F. Davidson. 1 Timóteo, pág 27.
4- John Stott. A mensagem de 1 Timóteo e Tito, pág 143.


ESPLANAÇÃO


      Senão vejamos as 3 áreas especificas em que Paulo orienta a Timóteo acerca de como ele deve proceder em relação aos presbíteros.

1- O DEVER DA RECOMPENSA (5.17-18).
 
a) A recompensa dos presbíteros (vs.17). 
           
     No texto alume, Paulo salienta a responsabilidade que Timóteo tinha como seu representante nas igrejas de Éfeso para com os presbíteros. O apóstolo afirma no (vs.17) que os presbíteros que lideram bem a igreja são dignos de dupla honra, especialmente aqueles cujo trabalho é a pregação e o ensino; NVI

Noutras palavras: Os presbíteros que desempenham um bom trabalho na igreja são merecedores de grande reconhecimento, principalmente os que se dedicam inteiramente a pregação e ao ensino da palavra. Indubitavelmente, Paulo mostra aqui a importância e obrigação de recompensar os presbíteros que fazem bem o seu trabalho na igreja do Senhor.

     O termo presbítero ou na tradução ARC ancião, no Israel antigo e na igreja primitiva, os que eram investidos deste oficio eram homens de mais idade. “Esta expressão aparece primeiramente no sentido geral de uma pessoa idosa (vs.1), porém agora como sinônimo de supervisor, indicando o caráter da obra do homem, e o primeiro a dignidade que lhe pertence em decorrência de sua idade”.5

Ambos os termos, bispo (3.1-2), homem idoso ou ancião (5.1) e presbítero, denotam o mesmo oficio na igreja de pastorear, ensinar e cuidar do rebanho de Deus.

    
     Quanto aos presbíteros que trabalham com diligência na igreja, especialmente os que muito se dedicam na pregação e ensino da palavra, devemos entender que Paulo não está fazendo aqui uma distinção, como era o pensamento de Calvino acerca dessa passagem, ele entendia que:

“Primeiro, os presbíteros com funções pastorais em geral e também administrativas (são os que lideram a igreja) e, em segundo, aos que haviam recebido um chamado especial para o ensino (são aqueles cujo trabalho é a pregação e o ensino)”.6 Entretanto, não há um consenso entre os comentaristas e estudiosos da bíblia em geral de que Paulo esteja especificando dois tipos de presbíteros, isto não está claro aqui.

     Todavia, a melhor interpretação sobre a questão dos presbíteros seria que Paulo não está fazendo uma distinção do presbítero ou pastor que somente está envolvido com a área administrativa da igreja, e que não tem tanto tempo para se dedicar plenamente a pregação e ao ensino como mestre devido a este encargo;

Sendo assim, não pregando com muita freqüência, delegando esta responsabilidade de se dedicar inteiramente a pregação mais profunda da palavra e ao ensino da doutrina aos presbíteros ou pastores auxiliares, conforme vemos em algumas igrejas, e como resultado da falta de dedicação do pastor líder na área da palavra, temos pregações rasas e com muito pouco conteúdo.  

Tanto o presbítero líder e auxiliar, ambos têm de ser aptos para ensinar (3.2) e também para cuidar da igreja (3.5) e, acima de tudo, serem exímios estudantes e bons expositores da palavra de Deus, usando o dom que Deus lhes deu para o aperfeiçomento e edificação dos irmãos.

John Stott corrobora que “o advérbio especialmente não tem o propósito de distinguir pregadores de administradores (ou líderes), mas sim identificá-los ou dizer algo mais a respeito”.7     

     E a respeito da dupla honra NVI ou o tipo de recompensa que os presbíteros são dignos e merecedores, entre as inúmeras interpretações que variam acerca do real significado deste termo, o que seria esta dupla honra, contudo, seria melhor nós entendermos que “esta expressão contém os dois elementos do respeito e da remuneração”.8 “A honra da posição bem como a remuneração”.9 

     “Os presbíteros que servem com maior compromisso, excelência e esforço devem receber maior reconhecimento de suas congregações. Isto não significa que esses homens deveriam receber o dobro de remuneração dos demais, mas, por terem obtido tal respeito, deveriam receber um salário generoso”.10  
William hendriksen diz que esta honra deve ser especialmente aos que trabalham na pregação e no ensino. O ministro que dedica todo o seu tempo e esforço na obra do reino certamente merece um bom salário. Seria evidência de falta de honra se a igreja exigisse de um homem a total dedicação à obra espiritual e que fizesse gratuitamente”.11  

      Isto também não implica que todos os presbíteros (especificamente os auxiliares) que desempenham bem o seu trabalho de pregação e ensino na igreja devem receber salário, às vezes um presbítero auxiliar se destaca mais do que o próprio presbítero líder no oficio da exposição bíblica.

No entanto, os que se dedicam em tempo integral ao serviço da igreja devem receber a devida honra (reconhecimento) da igreja e os honorários. E Timóteo como líder dos presbíteros em Éfeso deveria honrá-los e ser responsável para que a igreja os honrasse da mesma maneira.

b) A comprovação da recompensa (vs.18).

      Como respaldo de que os presbíteros que exercessem um bom trabalho na pregação e no ensino das escrituras deveriam ser recompensados tanto com honras da igreja e recompensas financeiras, Paulo usa um provérbio com base na autoridade da palavra de Deus citando o texto de (Dt 25.4), onde também ele faz um paralelo sobre este assunto em (1Cor 9.8-14).    

“No Oriente quando se debulhava, as hastes de trigo se deixavam na eira; logo se fazia com que várias juntas de bois caminhassem sobre eles; ou se atava os bois num poste ao meio, como um eixo. e eram partidos ao redor do grão; Outras vezes se acoplava a eles um pau de debulhar, e os fazia passar e repassar sobre o trigo;

Mas em todos os casos se deixava os bois sem focinheira; daí ficavam livres para comer todo o grão que quisessem como prêmio pelo trabalho que estavam fazendo”.12 Haja vista que “os cruéis pagãos às vezes punham bocais nos bois enquanto debulhavam, mas Deus proibira claramente a Israel que fizesse tal coisa.

      Indelevelmente, o propósito dessa ordem era para que os homens pudessem ver a bondade de Deus, ou seja, que a todo obreiro (quer aquele que trabalha com bois, ou um trabalhador comum, ou um ministro do evangelho) Deus tem dado o direito de participar dos frutos do seu trabalho. 13 Neste caso aqui, isto significa que os que proclamam o evangelho devem viver do evangelho (1Cor 9.14)”. 13

      O segundo provérbio que Paulo cita já havia sido mencionado por Jesus em (Lc 10.7), onde é dito que o trabalhador é digno do seu salário, como uma das instruções dadas aos setenta discípulos em sua missão de evangelizar.
Em (Mt 10.10) este provérbio também é mencionado, mas com uma variação, onde se diz que o trabalhador é digno do seu alimento. Talvez o evangelho de Lucas já estivesse concluído, daí Paulo estar usando uma citação dele, ou o próprio apóstolo poderia estar citando uma coleção de provérbios que provavelmente fora usada por Lucas como fonte na composição do evangelho.  

Independente de estas hipóteses serem verdadeiras ou não, o objetivo de Paulo ao empregar estes modelos como base para comprovar a sua afirmação no (vs.17) é que o ministério pastoral é um ministério árduo, e que todo trabalho desse tipo, exercido de forma diligente merece recompensa.

      Para concluir esta seção, “os (vs.17-18) não tem a pretensão de estimular a cobiça pelo dinheiro. Mas o que eles realmente dizem é que um bom trabalho tem que ser apreciado, e que essa apreciação pode muito tomar a forma tangível de uma recompensa financeira”.14

      Deus estabeleceu a igreja para que esta venha a suprir as necessidades dos presbíteros que trabalham em tempo integral a serviço do reino através dos dízimos e ofertas. E Deus abençoará a igreja que é fiel neste aspecto. A igreja que não é fiel na área financeira, não suprindo as necessidades do seu pastor dá um péssimo exemplo.

Que a igreja de Cristo entenda esta mensagem e pratique esta verdade, agindo assim, estaremos sendo obedientes e agradando mais ao nosso Senhor.

2- O DEVER DA DISCIPLINA (5.19-21).

a) A autenticidade da acusação (vs.19).

      Paulo vai tratar agora sobre a condição necessária para que uma acusação contra o presbítero seja válida, e assim, a disciplina seja aplicada com justiça (vs.20). O apóstolo orienta a Timóteo que se alguém chegasse até ele com acusações concernente a um presbítero, que ele não leve em consideração e nem dê ouvidos a estas frivolidades, caso não for confirmada sobre o testemunho de duas ou três pessoas.

     Os pastores são muito vulneráveis a calunia. “Não há quem seja mais exposto a calunias e insultos do que o pastor – escreveu Calvino”.15 Por isso “a primeira advertência de Paulo a Timóteo é ter certeza dos fatos, o que é feito por meio das testemunhas”.16

Tanto no Antigo e Novo Testamento, para que uma acusação contra uma pessoa fosse tida por verdadeira e fosse levada adiante para se tomar os procedimentos necessários quanto à punição pelo crime cometido, deveria ter o suporte e a confirmação de duas ou três testemunhas fidedignas (Dt 17.6; 19.15; Nm 35.30; Mt 18.16; Jo 5.31).
     Por isso, “não se deve prejudicar desnecessariamente a imagem de um presbítero, e sua obra não deve sofrer uma interrupção desnecessária. Todavia, se a acusação contra um presbítero estiver pautada de acordo com os princípios ordenados, ou seja, com o testemunho de duas ou três de pessoas, o que se deve fazer então?

b) A necessidade da disciplina (vs.20).

     Se uma acusação contra um presbítero tiver o apoio e a confirmação de duas ou três testemunhas, e se de fato a acusação for comprovada, quanto aos presbíteros que vivem no pecado ARA ou permanecem nele BJC, (sendo esta a melhor tradução em conformidade com o original grego);

Sendo já repreendidos em particular e não quiserem se arrepender deixando a prática do pecado, estes deverão ser repreendidos publicamente perante a igreja e a liderança como o último recurso, para que o tal venha a se arrepender e se consertar diante de Deus e da igreja.

     William barclay sintetiza que “Essa repreensão pública tinha um duplo valor. Fazia com que o pecador considerasse seriamente sua forma de ser, e despertava o sentimento de vergonha; e fazia com que outros se cuidassem de não ver-se envoltos eles mesmos numa humilhação similar”.

“Uma regra segura é tratar em particular os pecados que não são de conhecimento público, sendo tratados publicamente apenas os de conhecimento público. Não é correto e nem necessário tornar público o que é privado, antes que todas as demais possibilidades tenham sido inúmeras vezes tentadas (Mt 18.15-17; 2Tm 2.23-26)”.17

     Warren Wiersbe afirma que “o propósito da disciplina é a restauração. O objetivo deve ser salvar o transgressor, e não expulsá-lo. A atitude em relação a ele deve ser sempre de amor e mansidão (Gl 6.1-3)”.18

c) O caráter da disciplina (vs.21).

      Paulo exorta a Timóteo com toda autoridade que lhe foi dada, na presença de Deus, que por meio de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e mortos e dos anjos eleitos, isto é, os anjos fieis que não pecaram e que estarão junto de Cristo no dia do juízo (Mt 25.31; AP 14.10) para que Timóteo obedeça a estas instruções, sem preconceito contra ninguém e sem favorecer nenhuma pessoa. NTLH

      Conforme vimos nos (vs.17-20), as instruções que Paulo deu a Timóteo e que ele deveria observar eram “os princípios que determinam como os presbíteros deveriam ser tratados”.19


Ele deveria obedecer a todo este epítome sem parcialidade, “literalmente, sem pré julgamento (prokrima), ou seja, sem se apressar na decisão quanto à culpa ou inocência da pessoa”;20 e também sem favorecer o presbítero acusado de pecado. Toda disciplina aplicada aos presbíteros deve ser feita de maneira justa de acordo com os padrões bíblicos.

      Dentro da igreja não há benefícios adquiridos por posição social, por ser rico ou tempo de serviço cristão; todos somos iguais diante de Deus e merecemos o mesmo tratamento em todas as coisas.

3- A ESCOLHA DOS PRESBÍTEROS (5.22-25).

 a) A necessidade da prudência (vs.22).

      Timóteo agora tem uma importante responsabilidade, ele é orientado por Paulo a não se precipitar em impor as mãos sobre ninguém e não ser participante dos pecados dos outros. Mas sim, conservar-se puro. Ou seja, que ele não tenha pressa de colocar as mãos sobre alguém para dedicá-lo ao serviço do Senhor. NTLH para que não tome parte nos pecados dos outros, pelo contrário, permaneça puro.

      A imposição de mãos a que Paulo está se referindo aqui é “a cerimônia que confirmava a idoneidade e aceitação de um homem para o ministério público como presbítero/pastor ou supervisor (1Tm 4.14; 2Tm 1.6)”.21 “A imposição de mãos tanto destaca as pessoas pelas quais se está orando como também lhes comissiona para o ministério para a qual tem sido chamadas”.22

Como vimos no (vs.20), “pode acontecer de se ter que repreender um presbítero publicamente. E a melhor maneira para se evitar tal escândalo é não deixar de passar por todo o processo de exame dos candidatos antes de serem eles ordenados”.23 Os candidatos ao presbiterado devem ser antes provados e estar em harmonia com as qualificações exigidas no (3.2-7,10), para assim, poderem exercer o santo ministério.

       “A ordenação sem uma criteriosa investigação prévia tornava Timóteo responsável pelos males que tais presbíteros pudessem vir a cometer”,24 ele estaria então tendo parte dos pecados de outros ou sendo cúmplice destes pecados. Daí Paulo prossegue a sua argumentação dizendo, mantenha-se puro. BJC  
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      Embora esta exortação sobre manter-se puro tenha um aspecto pessoal, via de regra, o apóstolo dá outra recomendação também no sentido particular. Ele diz a Timóteo no (vs.23) para que ele não continue a beber somente água; mas que tome também um pouco de vinho, por causa do seu estômago e das suas freqüentes enfermidades.
     O que Paulo estava querendo dizer era que já que por muitas vezes Timóteo havia ficado doente do estômago, que ele não bebesse somente água. No oriente antigo a água não era tratada adequadamente como é hoje, daí a pessoa que somente bebesse água corria o risco de obter desenteria e até algo pior.

E para ajudar a Timóteo a melhorar dos seus freqüentes problemas de estômago, Paulo o aconselha a não beber somente água, mas a beber um pouco de vinho, não em excesso para não se embriagar, mas apenas um pouco, pois lhe iria fazer bem. Não sabemos se o vinho no mundo antigo tinha propriedades medicinais, o que é certo é se Timóteo fizesse pouco uso dele iria ajudá-lo seus problemas de estômago.

b) A necessidade de discernimento (vs.24-25).

      Paulo aqui continua a enfatizar a necessidade de ser ter prudência na ordenação de homens ao presbiterado, porém, delineando outro fator de vital importância nessa questão da prudência. Entretanto, não é necessário somente ter cautela, mas também ter discernimento na escolha de um candidato ao ministério.

John Stott ressalta que “Timóteo tinha de aprender a discernir entre o que se vê e o que não vê, entre o que está à superfície e o que está escondido, entre o que é aparente e a realidade”.25 

     Conforme podemos observar, Paulo faz duas divisões aqui, primeiro veremos os pecados de homens que não estão aptos para o presbitério. Ele menciona que:

1- A evidência dos pecados de alguns homens. Isto é, alguns homens levam uma vida tão pecaminosa que todo mundo sabe disso NBV.

2- A inevidência dos pecados de outros homens. Ou seja, os pecados de homens que são praticados em secreto.

 Em segundo, o apóstolo expõe as virtudes de homens que estão aptos para o presbitério.    

1- A evidência das boas atitudes de alguns homens. Isto é, as virtudes de alguns homens que são claramente vistas por todos.

2- A inevidência das boas atitudes de outros homens. Ou seja, as virtudes de homens que não são vistas pelas pessoas.

     Quando os pecados de alguns homens são manifestos, ou visto por todos, não há nem necessidade de examinar tal homem para se chegar a uma decisão ou juízo se ele é apto ou não para o ministério.
Os próprios atos deste homem já o reprovam e o desqualificam para oficio. Contudo, os pecados de outros homens que não são manifestos, ou que não são vistos, pois são cometidos secretamente, quando a vida deste homem é cuidadosamente examinada e descobre a prática do pecado, é tomada a decisão e emitido o juízo de que ele também não está apto para o ministério.

Da mesma forma que as boas atitudes de alguns homens são vistas, todavia, as que são praticadas em secreto por outros não poderão ficar escondidas por muito tempo. Um dia há de ser vista claramente por todos.  


CONCLUSÃO


       Estas são as 5 virtudes que devem nortear o caráter de todo líder no seu ministério para com os seus auxiliares na obra do Senhor.

1) O líder deve reconhecer o bom desempenho de cada um e recompensar; 2) deve ser justo não dando ouvidos as acusações sem fundamento; 3) deve ser imparcial evitando o favoritismo; 4) deve ser prudente para não tomar decisões precipitadas; 5) deve ter discernimento, que é ver além do que é aparente, é ver o coração.

“Sempre que estes princípios estiverem sendo observados, erros serão evitados, a igreja será preservada em paz e em amor e o nome de Jesus será glorificado protegido da desonra”.25



























NOTAS DE COMENTÁRIOS BÍBLICOS CONSULTADOS E UTILIZADOS:

5- William hendriksen. 1, 2 Timóteo e Tito, pág 224.
6- John Stott citando Calvino. A mensagem de 1 Timóteo e Tito, pág 137.
7- Ibid, pág 138.
8- Comentário bíblico NVI, pág 2060.
9- Bíblia de Estudo Genebra. Notas de rodapé, pág 1624.
10- Bíblia de Estudo Macarthur. Notas de rodapé, pág 1663.
11- William hendriksen. 1, 2 Timóteo e Tito, pág 226.
12- William barclay. 1 Timóteo, pág 130.
13- William hendriksen. 1, 2 Timóteo e Tito, pág 227.
14- John Stott. A mensagem de 1 Timóteo e Tito, pág 139.
15- Ibid, pág 140.
16- Warren Wiersbe. Comentário bíblico expositivo do Novo testamento, pág 302.
17- John Stott. A mensagem de 1 Timóteo e Tito, pág 140.
18- Warren Wiersbe. Comentário bíblico expositivo do Novo testamento, pág 302.
19- John Stott. A mensagem de 1 Timóteo e Tito, pág 141.
20- Ibid, pág 141.
21- Bíblia de Estudo Macarthur. Notas de rodapé, pág 1663.
22- John Stott. A mensagem de 1 Timóteo e Tito, pág 142.
23- Ibid, pág 142.
24- William hendriksen. 1, 2 Timóteo e Tito, pág 232.
25- John Stott. A mensagem de 1 Timóteo e Tito, pág 144.   


VERSÕES BÍBLICAS UTILIZADAS:

NVI (Nova versão internacional)
NTLH (Nova tradução e linguagem de hoje)
ARA (Alemeida revista e atualizada)
NBV (Nova bíblia viva)
BJC (Bíblia judaica completa)
ARC (Almeida revista e corrigida)


LEXICOS GREGOS CONSULTADOS:

Novo testamento grego português Interlinear
Fritz Rienecker e Cleon Rogers. Chave lingüística do Novo testamento grego.

OBSERVAÇÃO:
NEM TODAS AS POSTAGENS TRADUZEM, NECESSARIAMENTE, A OPINIÃO DO SITE MATÉRIAS DE TEOLOGIA

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