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FUNDO

"O AMOR UNE; A DOUTRINA DIVIDE". SERÁ?


A verdade é a raiz do amor

Menciono, em primeiro lugar, o exemplo de amor de Jesus, não apenas por ser o primeiro e mais evidente ato de amor observado em suas palavras, mas porque, na época em que vivemos, o amor é quase sempre contrastado com a defesa da verdade. Não é o que Jesus demonstra, nem aqui nem em outro lugar. Se alguém dissesse a Jesus: 

"O amor une; a doutrina divide", penso que Jesus olharia fundo na alma dessa pessoa e diria: 
"A doutrina verdadeira é a raiz do amor. Portanto, quem se opuser a ela, destruirá a raiz da unidade".



Jesus nunca opôs à verdade ao amor. Pelo contrário, afirmou ser ele próprio a personificação e a essência da verdade:
"Eu sou o caminho, a verdade e a vida" (João 14.6). Referindo-se outra vez a si mesmo, disse: "Aquele que fala por si mesmo busca a sua própria glória, mas aquele que busca a glória de quem o enviou, este é verdadeiro; não há nada de falso a seu respeito" (7.18).
Foi esta afirmação abrangente de Jesus: "... para isto vim ao mundo; para testemunhar da verdade...” (18.37), para explicar por que ele viera ao mundo, que levou Pilatos a perguntar com ceticismo: “Que é a verdade?” (v.38). Até seus adversários viram quanto Jesus era indiferente às opiniões do povo e quão dedicado era à verdade. “Mestre, sabemos que és verdadeiro e não te importas com quem quer que seja...” (Marcos 12.14, RA). Quando Jesus deixou este mundo e retornou para o Pai, no céu, o espírito que enviou em seu lugar foi chamado “Espírito da verdade”: “Quando vier o Conselheiro, que eu enviarei a vocês da parte do Pai, o Espírito da verdade que provém do Pai, ele testemunhará a meu respeito” (João 15.26).

Portanto, diferentemente de muitos que comprometem a verdade apenas para seguir alguém, Jesus fez o oposto. A descrença de deus ouvintes confirmava a necessidade de uma profunda mudança neles, não na verdade: “Todos os que são da verdade me ouvem” (João 18.37); “No entanto, vocês não crêem em mim, porque lhes digo a verdade!” (8.45). Quando a verdade não produz a reação que queremos – quando ela não “funciona” -, não devemos abandoná-la. Jesus não é pragmático quando se trata de amar as pessoas com a verdade. Nós falamos a verdade, e se ela não for capaz de vencer a opinião do outro, não devemos pensar em mudá-la, e sim orar para que nossos ouvintes sejam despertados e modificados pela verdade: “E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará” (8.32). Jesus orou: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (17.17).

Quando ora para que seu povo seja santificado na verdade, Jesus revela as raízes do amor. A santificação – ou santidade, conforme Jesus a entende –, implica transformar-se numa nova pessoa. Ele está orando para que nos tornemos pessoas que amam, misericordiosas, pacificadoras e perdoadoras. Tudo isso faz parte da oração: “Santifica-os”, e tudo isso acontece em verdade e pela verdade, jamais separado dela. O esforço de opor o amor à verdade é como pôr a fruta contra a raiz ou o acendedor contra o fogo; ou como construir, sem um alicerce firme, um dormitório no segundo pavimento da casa. A casa inteira desmoronará, levando junto o dormitório, se o alicerce ruir. O amor vive pela verdade, inflama-se por meio da verdade e subsiste por causa da verdade. Foi por isso que o primeiro ato de amor de Jesus, ao nos dar o mandamento de amar, foi corrigir uma falsa interpretação das Escrituras.


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