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A DOUTRINA DO PECADO - Por SANDRO TEIXEIRA



              (OUÇA A NARRAÇÃO, JUNTO COM A LEITURA)



O que é "pecado"? A palavra PECADO é um dos termos bíblicos mais atacados por aqueles que não andam nos caminhos do Senhor Jesus. Fazendo de conta que a maioria das pessoas não saiba realmente definí-lo ou percebê-lo no próprio íntimo, vemos que muitos zombam do termo e o que ele supostamente parece representar, como se os cristãos fossem um bando de, no mínimo, sonhadores simplórios, evitando certas coisas, como prostituição, bebidas, cigarros, drogas, jogos, etc... a troco de um Céu que não se sabe o que é, nem se existe realmente. O pensamento vigente é de que o Céu é mesmo uma utopia. As várias religiões pelo mundo, falam de Céu, Nirvana, Moksha, ... cada um, diferente e mais promissor do que os outros.

Tem, por exemplo, o céu dos muçulmanos onde 7 virgens são oferecidas ao homem que matar um "inimigo", isto é, aquele que proclama uma fé diferente.
Tem o Céu do Budismo, o chamado Nirvana, alcançado pela extinção de todos os desejos. Havendo estes se extinguido, cessam também os sofrimentos que são fruto do apego aos sentidos e ao mundo material, sensorial. Nirvana, então, é o estado de "bem-aventurança", alcançado pela alma que renuncia a todos os prazeres e desejos, sejam estes bons ou ruins.
Tem "Moksha" ou "liberação", o qual se refere, em termos gerais, à libertação do ciclo do renascimento e da morte. Trata-se da dissolução do senso do ser individual, ou ego, alcançando o candidato a emancipação e passando a ver a si mesmo, não mais como indivíduo, mas, como parte do "todo".
Tem o espiritismo com sua crença na reencarnação que não abole completamente a idéia de um céu no futuro. Porém este céu é conquistado depois de muitas reencarnações onde a pessoa é "aperfeiçoada" a ponto de poder deixar o ciclo kármico e passar a outros planos espirituais, talvez em outras galáxias, ou dimensões paralelas. O espiritismo é a versão "pirata" do budismo, uma espécie de "purgatório pragmático" onde "o inferno é aqui mesmo", do tipo, "aqui se faz, aqui se paga". Engraçado, diga-se de passagem que quanto mais as pessoas "reencarnam" para se auto-aperfeiçoarem, pior o mundo fica, mais as pessoas se corrompem. Parece que nunca irão se desprender da roda do "Karma", à qual afirmam estarem "temporariamente" presos... Podemos perceber até aqui que algo, todas elas têm em comum. Existem "obstáculos à felicidade ou à "auto-realização", isto é, imperfeições na pessoa que precisam ser superadas. Esta é a concepção básica de pecado em quase todas as culturas e religiões do mundo. Nelas, nem sempre, PECADO, tem conotação moral, como uma transgressão diante de um Deus que efetivamente pedirá contas.
PECADO, poderia ser definido, nestas religiões, como "obstáculos", "imperfeições", "ignorância".
Por instinto ou intuição, o homem percebe que não consegue ser verdadeiramente feliz, vivendo sem restrições. Se ele se prostitui ou usa drogas, acaba adoecendo, ou perdendo o senso da vida do casamento. O sexo vai ficando cada vez mais banal. A pessoa não consegue mais ser fiel e dedicar-se a esposa e filhos, sem ser constantemente perturbada por pensamentos lascívos e atormentadores. Por causa disto, os homens criam suas religiões, cada qual com suas restrições, julgando, com isto, apontar um caminho para uma vida mais "nobre", se assim podemos definir.
Mas imagine se um homem como outro qualquer, poderia criar um conjunto de ordenanças e mandamentos que resolvessem definitivamente todos os problemas da humanidade! Ele teria que ser um Deus!
Como resolver a questão da morte?
Como ter certeza se existe mesmo reencarnação ou ressurreição?
Como ter a certeza de que tais e tais práticas, possam efetivamente levar a um lugar melhor?
Porque as religiões são tão diferentes? Qual delas está certa?
Será que existe verdade última e definitiva ou tudo é relativo?
E se é relativo, porque os fundadores das religiões  do mundo asseveram que, mediante certas práticas e atitudes interiores se pode alcançar o tal "lugar melhor", como já dissemos?

Até aqui, considerando que não falamos das "religiões modernas" que são ramificações das antigas, mas antes nos referimos às milenares, as mais dignas de nota, podemos dizer, mediante análise imparcial dessas religiões, que, em todas elas há algo em comum:

Do jeito que as coisas estão, o homem não vai bem.

Ele precisa "transcender" de algum modo, a sua própria natureza falha e ir além para encontrar o estado de "bem-aventurança", a "liberação", a "paz eterna", a "comunhão beatífica" a "união com o todo", "com o cosmos" ou qualquer nome que se dê.
Este "algo" que impede a realização, é uma noção rasa e limitada do PECADO, mas não a verdade toda. Todavia, é importante tê-la como pano de fundo, porque mostra que o homem traz dentro de si, a noção de "PECADO", "TRANSGRESSÃO", "REBELIÃO", "LIMITAÇÃO", "IMPERFEIÇÃO" ou “IGNORÂNCIA", neste caso, tudo facetas de uma mesma coisa. A diferença de nomenclatura é que, exceto os 3 primeiros, "PECADO", "TRANSGRESSÃO" e "REBELIÃO", os outros termos não apresentam conotação moral. O que era de se esperar:
Por que o próprio homem chamaria de pecado e transgressão, aquilo que é inerente à sua própria natureza? Porque ele mesmo se acusaria de transgressor, a menos que estivesse decidido a punir a si mesmo, independente de Deus existir ou não? Neste caso, ele faria "justiça com as próprias mãos", e isto resultaria na maior de todas as injustiças como vemos pelo mundo afora: Alguns são punidos, enquanto outros são poupados, dependendo de suas posses e influência.
Partindo dos homens, mesmo os considerados “iluminados”, “avatares”, “mahatmas” (grandes almas), qualquer tentativa de impor justiça entre os seus semelhantes será malograda. As pessoas seguirão ou obedecerão até onde lhes interesse, até onde possam ser vistas e reconhecidas pelos outros como pessoas piedosas ou espirituais.
 
No Cristianismo a noção de PECADO é diretamente relacionada com CÉU, no sentido de que, a priori, UM EXCLUI O OUTRO. Se alguém é "pecador" ou "pratica o pecado", está ou será excluído do Céu, no futuro e em algum "Lugar" depois da morte ou ao fim de toda a História. E o inverso é verdadeiro: Aquele que aspira ao Céu deve abandonar o pecado. Porém a coisa não é tão simples assim. Uma explicação tão fácil e leviana, seria pior do que explicação nenhuma. A falácia está atrelada ao raciocínio raso sobre coisas tão importantes. Se você tiver interesse e paciência, creio podermos ter uma compreensão bastante profunda sobre o pecado; profunda o suficiente para não ignorá-lo como algo fantasioso, e ao mesmo tempo, profunda o suficiente para aceitar o veredito de Deus sobre ele e o que Deus, em Sua benevolência fez, efetivamente, para livrar-nos do pecado e suas consequências e nos ofertar a vida abundante, todos os tesouros da sabedoria e da ciência que estão escondidos em Cristo Jesus.  
Mas, enfim, o que o Cristianismo ensina e que pode realmente revolucionar a sua vida?
Certa feita, o Senhor Jesus teve um diálogo muito chocante com os judeus religiosos de sua época, o que causou mal-estar para muitos deles, mas que é muito esclarecedor para nós e nos traz  ainda mais a necessidade de compreender o que realmente é o pecado, e o modo como nos veremos livres de suas garras. Eis o texto:

“Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão, e nunca servimos a ninguém; como dizes tu: Sereis livres? Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado. Ora o servo não fica para sempre em casa; o Filho fica para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo.8:31-36)

Este é um dos mais impressionantes textos das Escrituras Sagradas, exatamente por que nos esclarece de forma suscinta o que é o pecado, sua origem e condição, sua essência, ao mesmo tempo, apontando o “caminho de saída” para aqueles que realmente se interessam pelas coisas espirituais, aqueles que crêem em Deus com inteligência e sensatez.
Em 1º lugar, Jesus conversava estas coisas com AQUELES QUE CRIAM NELE. Se você ler todo o capítulo 8 de João, verá ali um “homem” desafiando toda a geração de seu tempo, de forma sem precedentes em todas as culturas e religiões do mundo. Jamais alguém combatera uma coisa chamada “PECADO”, com tal resolução, com tal consciência, sem deixar uma segunda alternativa: “Se não crerdes que EU SOU, morrereis nos vossos pecados” (v.24b).
“Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Eu retiro-me, e buscar-me-eis, e morrereis no vosso pecado. Para onde eu vou, não podeis vós vir” (v.21). Mas, aqui, para nosso espanto e admiração, o Senhor não contrasta o pecado com o Céu. ELE O CONTRASTA COM A SUA PALAVRA!
“Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (vs.31,32). Ele está afirmando não só que Sua Palavra é a Verdade, mas que ela é o ÚNICO INSTRUMENTO CAPAZ DE LIVRAR O HOMEM DO SEU PECADO.
Os judeus não entenderam ou se fizeram de bobos?:
“Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão, e nunca fomos escravos de ninguém; como dizes tu: Sereis livres?”
Aqui começa: Os judeus sempre foram escravizados por vários povos, desde os egípcios, os babilônios, os persas, sem contar as inúmeras invasões, imposição de pedágios e tributos injustos por vários povos e o fato de que eram escravos de Roma, no momento desta conversa! Eles tentaram dissuadir. Seu argumento foi tão falaz que o Senhor nem levou em conta este ponto.
E não é assim que, quando se toca no assunto “pecado”, as pessoas desconversam, ficam ruborizadas, nervosas e embaraçadas? É só começar a falar sobre isto em qualquer ambiente, e logo o povo se agita e arranja mil e uma formas de evadir-se. “É! Todas as religiões são boas!” “Todos os caminhos levam a Deus” (não seria a Roma?). “O mais importante é a pessoa ter uma religião, qualquer que seja”; são algumas das saídas pela tangente.
Mas o ponto mais esclarecedor da conversa, é quando Ele diz: “Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado” (v.34). Aqui, o Senhor se refere a uma escravidão ainda pior do que o jugo romano: a escravidão ao pecado. Então, começamos por entender que o pecado é algo que escraviza, que tortura, que atormenta, que ilude, que distorce a visão da vida, que aliena o homem a ponto de que este viva em um estado de embreagada soberba, pensando ser alguma coisa em si mesmo. Ele se esquece de que, um dia, o chão será tirado de sob os seus pés e de que ele dará contas de tudo o que foi e fez por meio de seu corpo físico que, também lhe foi emprestado por Deus.
Se invertermos o versículo ele continua tão verdadeiro quanto antes: “Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que é escravo do pecado, está obrigado a cometer pecado (mesmo contra a sua vontade)”. Seria como dizer que “todo aquele que gosta de comer lavagem e se espojar na lama tem a natureza do porco”, ou que “todo aquele que tem a natureza do porco, fatalmente será inclinado a comer lavagem e a rolar na lama”.
Até aqui, porém, mesmo nos referindo a algumas das mais terríveis características do pecado, ainda não o definimos claramente. A palavra pecado, significa, literalmente, "errar o alvo", ir para a esquerda, quando se deveria ir para a direita.
Ora, então o ser humano, pela sua própria condição de criatura, finito em todas as suas carateríticas, limitado em todo o seu potencial físico, emocional, mental e espiritual, carrega em si e por esta razão, a “potencialidade do desvio”, a “potencialidade para pecar”. Haveria uma entre trilhões de possibilidades, de ele fazer exatamente a coisa certa, a menos que Deus não existisse e efetivamente não administrasse com justiça o mundo.
Mas, a pergunta então é: Existe algo como “a coisas certa”? O que é “a coisa certa”? Como Pilatos perguntou a Jesus quando este lhe disse que veio a este mundo para dar testemunho da Verdade: “O que é a verdade?” 
A “coisa certa” ou a “Verdade” só pode existir no mais puro sentido da palavra, se Deus existe e se, além disto, Ele age de fato em Seu universo criado. Para haver moral, ética, princípios e até mesmo “Ciência”, conhecimento válido, é mister que Deus exista.
Então, pecado assume nova dimensão: Pecado é tudo aquilo que se opõe a Deus, tudo aquilo que vai de encontro à natureza de Deus, àquilo que Ele é em Si mesmo. O Apóstolo João novamente expressa esta verdade de forma espledorosamente simples: “Deus é luz e nele não há trevas nenhumas” (I Jo.1:5). “E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não  prevaleceram contra ela” (Jo.1:5).
Extremamente interessante a analogia da luz porque as trevas, na verdade, não têm existência em si. As trevas são a ausência da luz! Acenda uma lâmpada e, onde estão as trevas? Neste sentido, o pecado é trevas, é ausência de luz e pode ser também definido como “ignorância”. Ignorância das verdades espirituais. Ignorar a obra de Cristo na cruz, será selar o juízo com peso eterno sobre a humanidade pecadora.
Porém, a esta altura, devemos nos lembrar também que, biblicamente, o homem não pode ser salvo, apenas pelo conhecimento “doutrinário” e nem pela prática de boas obras. A Bíblia é enfática em garantir que a salvação é pela fé. Porque assim?
O homem jamais se justificaria perante Deus, praticando boas obras. Um serviço prestado à sociedade, não torna inocente o criminoso. Se alguém matasse um filho seu, haveria algo que ele pudesse fazer para se justificar perante você? A menos que você fosse extremamente leviano e mercenário, não aceitaria qualquer “indenização” ou “suborno”, para fazer “vistas grossas” a tal ato. Só poderia acontecer uma de duas coisas razoáveis: Ou você o entregaria para apodrecer na prisão ou o perdoaria! E, neste último caso, você sofreria o dano. Você pagaria o preço de ter perdido um filho. Você iria até à polícia e retiraria a queixa contra o criminoso.
E foi exatamente o que Deus fez! Ele entregou Seu Filho para morrer em nossas mãos. E Ele nos perdoou! Ele propôs Seu Filho como oferta de expiação por nossos pecados. Isto significa que o PECADO é real e não apenas um “obstáculo ao sucesso e à auto-realização”. Deus, efetivamente punirá o pecador impenitente. E se a salvação é pela fé, como acabamos de demonstrar, segue-se que NÃO CRER É O MAIOR DE TODOS OS PECADOS!   
“Se não crerdes que EU SOU, morrereis nos vossos pecados” (v.24b).
Falando da vinda do Espírito Santo como Aquele Espírito de Deus que estaria conosco para nos capacitar a andar pela fé, para nos guiar a toda a Verdade, o Senhor Jesus disse:
“E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. Do PECADO, PORQUE NÃO CRÊEM EM MIM” (Jo.16:8-9).
Estamos chegando perto!
PECADO É não crer...
PECADO É rebelião
PECADO É transgressão
PECADO É trevas, ignorância
PECADO É fruto de limitação ontológica em todos os sentidos
PECADO É, hoje, o simples fato de existir! 

E, finalmente o último ponto, o aspecto transcendental e “positivo” do PECADO:
“E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo:  Mestre, qual é o grande mandamento na lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas” (Mt.22:35-40). Logo:

PECADO é não amar a Deus “de todo o teu coração”
PECADO é não amar a Deus “de toda a tua alma”
PECADO é não amar a Deus “de todo o teu pensamento”
PECADO é não amar “o teu próximo como a ti mesmo”

Então, e quanto aos outros “céus”, prometidos pelas diversas religiões do mundo? Todos eles falharam, especialemente neste último aspecto. Eles esqueceram de levar em conta que há um Deus no Céu e que “...o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer, e até ao mais humilde dos homens constitui sobre ele” (Dn.4:17).

Os homens diziam a respeito de Buda que ele era “o ateu que se tornou um deus”. Se bem que o próprio Buda não tenha dito isto de si mesmo, esta é a raíz do pecado:

“Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e SEREIS COMO DEUS, sabendo o bem e o mal” (Gn.3:4-5).
“Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da IMAGEM DE HOMEM corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e HONRARAM E SERVIRAM MAIS A CRIATURA DO QUE O CRIADOR, que é bendito eternamente. Amém” (Rm.1:21-25)

PECADO, é ser deus da sua própria vida!
Ora, à vista destas definições claras e aterradoras com relação ao pecado, como podemos ser “verdadeiramente livres”?
A questão, agora, se torna simples. Não precisamos fazer nada além de crer em Jesus Cristo, para obtermos o perdão cabal de nossos pecados e o cancelamento da infinita dívida que tínhamos para com Deus.
Em primeiro lugar, VIEMOS de Deus, e FOMOS CRIADOS COM UM PROPÓSITO:

“O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois Ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas; E de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação; Para que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, o pudessem achar; ainda que não está longe de cada um de nós; Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração. Sendo nós, pois, geração de Deus, não havemos de cuidar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida por artifício e imaginação dos homens. Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam. Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos” (Atos 17:24-31).

Ele nos criou para a Sua própria Glória, para que tivéssemos comunhão eterna com Ele.

Em segundo lugar, VOLTAMOS para Ele, somente através Dele mesmo. Para isto o próprio Deus se fez carne e habitou entre nós. E, antes de nos comprar com Seu precioso Sangue, Ele conquistou o direito legal de reinar sobre todo o Universo! E antes de conquistar o direito legal de reinar sobre todo o Universo, Ele propôs honrar o Filho, o Verbo Eterno, Aquele para quem e por meio de quem, todas as coisas foram criadas.
Mediante estas verdades, posso asseverar aos irmãos que a questão do pecado, hoje, para os eleitos de Deus, não é mais, UMA QUESTÃO MORAL, apenas. Muito mais do que isto, é uma questão de ESTAR NOVAMENTE LIGADOS A ELE PELA FÉ. Crendo que Cristo cumpriu todo o desígnio do Pai e que nós, os que alcançamos esta fé preciosa, estamos incluídos neste desígnio, qual seja, o de fazer retornar a Si, aqueles que Ele previamente escolheu, antes da fundação do mundo.

Você crê? Então já não é um “PECADOR”. Você recebeu o direito de ser feito filho de Deus!

A questão do pecado, não é mais, UMA QUESTÃO MORAL. É UMA QUESTÃO DE VIDA. “Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida” (1 Jo. 5:12).
A questão do pecado, não é mais, UMA QUESTÃO MORAL. É UMA QUESTÃO DE CONHECIMENTO VERDADEIRO , EXPERIMENTAL:
“E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo.17:3).

Deus nos mostrou a Sua Compaixão. Um abraço a todos...

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